A jovem de 19 anos que teve uma parada cardiorrespiratória ao ser medicada em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Natal continua internada na UTI de um hospital particular, mas apresentou sinais que foram vistos com otimismo pela família: ela abriu os olhos ao ser chamada pela mãe e tossiu.
“Os médicos consideram isso bons sinais. Para quem não estava respondendo, né? A gente acha um bom sinal. A mãe chamou pelo nome dela e ela abriu o olho. Sonolenta, porque continua sedada. Mas quando a sedação vai diminuindo ela abre o olho”, disse Maria Soares, avó de Gabriely Barbosa de Melo.
De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren), a suspeita é de que Gabriely tenha recebido uma medicação diferente da prescrita pela médica que a atendeu.
Nesta segunda-feira (22), a avó da jovem afirmou ao g1 que a família não registrou boletim de ocorrência sobre o caso, mas que vai procurar o Ministério Público para registrar o caso.
A Secretaria de Saúde de Natal abriu uma investigação e afastou servidores diretamente envolvidos no manejo dos medicamentos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.
A Inter TV apurou que a médica teria receitado um expectorante e um corticoide para a inflamação e para aliviar os sintomas da tosse.
Após o atendimento médico, na sala de medicação, a paciente teria recebido na veia três ampolas de um relaxante muscular de ação rápida, usado para anestesiar e intubar pacientes, além de ser utilizado também em cirurgias.
As duas medicações têm nomes com início parecido. O corticoide indicado se chama succinato sódico de hidrocortisona. Já o relaxante muscular é a succinilcolina. Segundo a família, a jovem começou a passar mal assim que iniciou a aplicação da medicação na veia.
O caso aconteceu na terça-feira (16). A jovem foi transferida para um hospital privado nesta quarta-feira (17) e segue internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, segundo a SMS.
De acordo com a nota assinada pelo secretário de Saúde, Geraldo Pinho, a sindicância instaurada pelo município deverá analisar os fatos e apurar eventuais responsabilidades.
A jovem é indígena da etnia Potiguara. Segundo a avó dela, Maria Soares de Melo, a paciente procurou atendimento na UPA acompanhada da mãe por estar com sintomas gripais.
“Ao chegar na UPA, ela foi atendida e a médica solicitou uma medicação, dizendo que era um antialérgico. E esse antialérgico foi feito e, antes de completar o medicamento, que foi injetado na veia, ela já tava ficando roxa. A mãe viu ela ficando molinha, foi para perto e quando chegou lá já tava ficando roxa”, contou a avó um dia após os caso.
Segundo a família, os médicos constataram que a jovem teve uma parada cardiorespiratória. Ela foi socorrida, reanimada e intubada na unidade de saúde.
A família solicitou os prontuários médicos e apresentou ao médico do hospital privado para onde a jovem foi transferida. No documento, constam os medicamentos hidrocortisona injetável venosa e succionatio sódico 100 mg.
“Não repassaram para o médico o motivo da parada cardiorespiratória. Minha nora mostrou uma foto do prontuário ao médico (do hospital particular) e ele disse com toda convicção que aquele medicamento que está lá não causaria uma parada cardiorespiratória”, disse a avó.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina no RN informou que “tomará as devidas providências para apurar o ocorrido”.
Fonte: G1RN
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