O multi-instrumentista, cantor e compositor João Donato, que morreu nesta segunda-feira (17), será velado nesta terça-feira (18), das 11h às 15h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro . O artista será cremado no Memorial do Carmo, em cerimônia restrita aos amigos e familiares.
Donato morreu na madrugada desta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família do músico.
Ele estava internado na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio, e a causa da morte foi pneumonia.
“Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias”, anunciaram as redes sociais dele. “Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo.”
O velório será nesta terça-feira (18) no Theatro Municipal do Rio, em horário a confirmar. O corpo será cremado na sequência no Memorial do Carmo.
O compositor tinha problemas no pulmão e no coração, e vinha com um quadro de sepse havia semanas, tendo sido intubado.
João Donato tinha 74 anos de carreira. Sua música, universal, tinha o suingue no DNA. O piano sincopado era único, inconfundível. Eram suas marcas a criatividade, a inquietude e a paixão pela mistura de diferentes gêneros musicais, como jazz, samba, funk e ritmos latinos.
Aos 88 anos, não parava: compunha, fazia shows e gravava discos. Donato não cessou nem durante a pandemia da Covid-19, quando participou do lançamento digital do álbum “Jazz is Dead”, em parceria com músicos de Los Angeles.
Em 2021, lançou, com o parceiro Jards Macalé, o disco “Síntese do lance”, com inéditas. A capa estampa a irreverência da dupla: eles posaram sem blusa, como se estivessem pelados, com plantas à frente.
João Donato é tido como um precursor da Bossa Nova pelos próprios bossanovistas. O compositor Marcos Valle conta que Tom Jobim, também pianista e o mestre de todos, dizia que era Donato seu professor.
Ele trabalhou com artistas como Astrud Gilberto, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Eumir Deodato, Stan Kenton, Nelson Riddle, Herbie Mann e Wes Montgomery. O letrista mais constante foi seu irmão, Lysias Enio.
Entre as composições mais conhecidas, estão “A paz”, com Gilberto Gil, “A rã”, com Caetano Veloso, e “Simples carinho”, com Abel Silva.
João Donato de Oliveira Neto nasceu em 1934 em Rio Branco, no Acre. A família era musical: a irmã mais velha, Eneyda, estudava piano. Já o irmão caçula, Lysias Ênio, tinha paixão pela poesia e veio a compor a maior parte das letras de composições do artista.
O gosto pelas melodias e o ritmo foi demonstrado desde cedo. Na infância, ele costumava brincar de música com flautinhas de bambu e panelas. Depois, recebeu de presente um acordeom de oito baixos e, mais tarde, um instrumento maior.
Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro com a família. Na cidade, começou a tocar em festas do colégio onde estudava. Em uma delas, conheceu o grupo Namorados da Lua e fez amizade com Lúcio Alves, Nanai e Chicão.
Quatro anos depois, já atuava em jam-sessions realizadas na casa de Dick Farney e no Sinatra-Farney Fan Club, do qual era membro.
Iniciou sua carreira profissional em 1949, como integrante do grupo Altamiro Carrilho e Seu Regional. Dois anos depois, começou a estudar piano.
Em 1953, formou seu próprio grupo, Donato e Seu Conjunto, e fez parte do grupo Os Namorados. No ano seguinte, formou o Trio Donato.
Em 1956, mudou-se para São Paulo, onde atuou como pianista do conjunto Os Copacabanas e na Orquestra de Luís Cesar e gravou o primeiro LP: “Chá dançante”, produzido por Tom Jobim.
Em 1958, voltou para o Rio de Janeiro e passou a dedicar-se ao piano. Em 1959, viajou para o México com Nanai e Elizeth Cardoso. Em seguida, transferiu-se para os Estados Unidos, onde residiu durante três anos. Nesse país, atuou com Carl Tjader, Johnny Martinez, Tito Puente e Mongo Santa Maria. Donato também excursionou com João Gilberto pela Europa. Em 1962, voltou para o Brasil, casado com a atriz norte-americana Patricia del Sasser.
Em 1963, retornou aos Estados Unidos, onde viveu por mais dez anos.
Lá gravou o disco mais cultuado de sua longa e exitosa trajetória: “A bad Donato” (1970), listado como um dos melhores da música brasileira. O segundo mais citado é “Quem é quem” (1973).
Donato era múltiplo. Como arranjador, destacam-se entre seus trabalhos os CDs “O homem de Aquarius”, de Tom Jobim, e “Minha saudade”, de Lisa Ono, além de discos de Fagner, Gal Costa e Martinho da Vila.
Em 2000, foi contemplado com o Prêmio Shell de Música pelo conjunto da obra e participou do Free Jazz Festival (RJ), obtendo sucesso de público e crítica.
Em 2003, ganhou o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).
Em 2004, foi contemplado com o Prêmio Tim pelo disco “Emílio Santiago encontra João Donato”.
Fonte: G1
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