A Revista Veja publicou esta semana a noticia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a pedido do governo Temer, estaria investigando a vida do ministro Edson Fachin, relator do inquérito contra o presidente no Supremo. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alertou para o suposto uso do “aparato do Estado para intimidar a atuação das autoridades”, em uma nota oficial encaminhada ontem à imprensa. O procurador fez eco à crítica da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, que publicou nota oficial horas antes, criticando a hipótese de que “devassa ilegal” estivesse sendo conduzida sobre a vida do ministro. Por sua vez, o Planalto publicou nota onde afirma que o Governo jamais acionou Abin para espionar Fachin. O fato é que desde que homologou as delações da Odebrecht, o ministro Edson Fachin tem recebido ataques no Congresso. Deputados da base do governo apresentaram requerimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pedindo que sejam solicitadas informações ao ministro sobre a relação dele com o Ricardo Saud, executivo da JBS e um dos delatores do Grupo J&F. Os deputados apontam que Fachin teria sido ajudado pelo delator no período em que estava se preparando para a sabatina no Senado para referendar a sua indicação ao Supremo.
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