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Israel desafia acordo de paz entre Irã e EUA e publica mapa mostrando território ocupado no Líbano

Após desafiar o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã com um ataque ao sul do Líbano nessa quinta-feira (18), Israel divulgou um mapa nas redes sociais, mostrando a ocupação de suas tropas no território libanês.

A imagem, segundo as Forças Armadas israelenses, mostram a Zona de Segurança que Israel deseja manter para proteger o norte do país de ataques do grupo extremista Hezbollah, com linhas vermelhas marcando uma área com distância de cerca de 10 quilômetros de sua fronteira.

“As Forças de Defesa de Israel estão posicionadas na Zona de Segurança, a cerca de 10 km dentro do território libanês, devido a requisitos operacionais. Os soldados continuarão a remover ameaças e a fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel”, afirma o comunicado.

O acordo de paz assinado na quarta-feira pelos EUA com o Irã nesta quarta-feira (17) exige o fim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, e que as partes garantam “a integridade territorial e a soberania” do país.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, vem rejeitando continuamente os apelos do presidente norte-americano, Donald Trump, para retirar suas tropas do território libanês e parar com os bombardeios.

Duas autoridades israelenses, incluindo uma autoridade de alto escalão próxima a Netanyahu, que falaram à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato, afirmaram nesta quinta que Israel está mantendo negociações com os EUA sobre a manutenção do destacamento de suas tropas no sul do Líbano e as descreveu como “difíceis”.

Ambos disseram que Israel não recuaria da posição de que suas tropas permaneceriam mobilizadas no Líbano e criticaram o acordo firmado pelos EUA, dizendo que ele não foi longe o suficiente para abordar as preocupações israelenses em relação ao programa nuclear iraniano.

Na semana passada, o presidente dos EUA admitiu pela primeira vez que havia tido uma discussão acalorada com o premiê israelense, seu aliado de longa data.

Trump chegou a afirmar que chamou Netanyahu de “louco” e não escondeu sua frustração com as ações militares de Israel na capital libanesa, Beirute, afirmando que não era necessário bombardear prédios residenciais inteiros para caçar militantes do Hezbollah.

O republicano sugeriu até que a Síria passasse a lidar com o grupo extremista: “Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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