INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES – Luiz Serra

 

INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES –

Prevê-se um incremento de atuação na forma de atuar desses procedimentos de troca de informações ditas conversacionais nestas eleições. O fator convencimento de uma página, ou sentença breve, possibilita a projeção de determinada mensagem favorável a certo(a) candidato(a) que, assim, insere-se na onda de interatividade das ferramentas de mídias sociais. É a partir do compartilhamento de comentários elaborados e direcionados sutilmente que se poderá fazer subir ou sustentar determinados nomes que se apresentam como “caídos no gosto popular”. No entanto, cabe muita atenção ao que se tenta convencer, sempre lembrando do ditado de nossas avós: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”, que pode ser adaptado às circunstâncias de convencimento fácil para com estipulado nome em prélio eleitoral.

Outra preocupação dos tribunais eleitorais é a circulação das chamadas fake News, ou seja, distorções na realidade de tratamento temático, na maioria das vezes invertendo o que realmente existe, quando se estabelece a inclinação irreal para determinado candidato. Essa anomalia da comunicação livre pode sim interferir na disputa eleitoral desequilibrando uma concorrência, ao menos sadia, em desfavor de quem seria o preferido na interatividade e convencimento por vias “normais”.

Esse fenômeno tem sido rediscutido no país de intensa circulação da rede de notícias e farto de interatividade eletrônica que é os EUA. Em meio à polarização de expectativas, considerou-se que Donald Trump navegou nessas águas das notícias aparentes e acabou por ser beneficiado em manobra de insistência que favoreceu a sua candidatura. Dessa maneira crítica muitos comentaristas de telejornais focalizam o rescaldo da última eleição americana.

O motivo dessa tendência, que deverá se exacerbar no próximo pleito, surge de outro movimento que cresce diante do espetáculo de denúncias que assola a própria mídia, ou seja, a perspectiva crescente pela rejeição de nomes de políticos tradicionais, que toma foros de generalidade. Tal propensão chegou a alterar a disposição eleitoral prevista para alguns grandes partidos políticos que até chegaram a propor a mudança de sigla partidária como forma de reverter a drástica pouca receptividade.

Não é ilegítimo que recomendemos determinado nome para que um amigo aprecie, no entanto estejamos certos de que somos responsáveis pela escolha de nossos representantes políticos. É o caso de espalharmos a ideia de que (desde já) façamos a escolha com responsabilidade, sendo que minimamente devemos nos munir de substancial informação sobre cada nome a examinar.

 

Luiz SerraProfessor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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