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Indonésia enterra mortos em valas comuns e pede ajuda internacional

Equipes de resgate procuram sobreviventes nesta segunda-feira (1º) após terremotos e tsunami atingirem a Indonésia — Foto: Antara Foto/Akbar Tado via REUTERS

Vítimas do forte terremoto e do tsunami que atingiram a ilha indonésia de Sulawesi começaram a ser enterradas em vala comum nesta segunda-feira (1º). As buscas por sobreviventes continuam em Palu e Donggala, as áreas mais devastadas. Enquanto a ajuda humanitária não chega, o país enfrenta uma onda de saques.

O último balanço oficial indica que 844 pessoas morreram após o terremoto de 7,5 graus que teve seu epicentro na região de Palu e provocou o tsunami, na sexta-feira (5). O desastre também deixou 540 feridos e 16.732 deslocados.

O número de vítimas é superior ao do terremoto que afetou a ilha indonésia de Lombok, em agosto, quando 500 pessoas morreram. As autoridades temem um número muito maior de vítimas, pois grande parte da região afetada permanece inacessível.

Carros amassados, edifícios reduzidos a escombros, árvores no chão e postes de energia elétrica derrubados demonstram a amplitude da tragédia.

As autoridades continuam os trabalhos de busca e resgate de sobreviventes e vítimas, enquanto técnicos trabalham para restabelecer os serviços básicos. O esforço para que alimentos cheguem até a área mais afetada é uma das prioridades.

A maior parte das vítimas foi registrada em Palu, cidade de 350 mil habitantes, na costa oeste, segundo a Agência Nacional de Gestão de Desastres. Mas as autoridades e diversas ONGs também estão preocupadas com a situação na região de Donggala, mais ao norte.

Em um cenário de devastação, as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes e retirá-los dos escombros.

Nesta segunda, as equipes trabalhavam entre os destroços do hotel Roa Roa, onde as autoridades acreditam que entre 50 e 60 pessoas podem ter sido sepultadas. Até o momento, duas pessoas foram resgatadas com vida no local.

Muitos moradores procuram os parentes desaparecidos nos hospitais ou necrotérios improvisados.

Nos fundos de um hospital, dezenas de corpos foram posicionados e cobertos com lonas, enquanto os feridos esperavam por atendimento do outro lado do edifício.

Para evitar os riscos à saúde, as autoridades começaram a enterrar os corpos já identificados em valas comuns. Uma grande fossa comum começou a ser cavada nos arredores de Palu.

As autoridades anunciaram que 71 estrangeiros estavam em Palu no momento do terremoto, a maioria deles já localizados e em processo de retorno a seus países.

Fontes do governo local informaram à AFP que 1,2 mil detentos escaparam de três prisões da região, uma delas em Palu e outra em Donggala.

Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas e os aeroportos muito danificados.

A ajuda chega de modo lento. Desesperadas, as pessoas saqueiam os estoques dos mercados. Alguns policiais observam a ação, mas, ante a situação caótica, nem tentam intervir. Em um posto de gasolina, um grupo tenta retirar o combustível de um estoque subterrâneo.

As autoridades estão transportando cozinhas móveis com capacidade de proporcionar 36.000 refeições diárias. Também prometeram milhares de colchões, cobertores e pacotes de macarrão instantâneo.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, começou nesta segunda a coordenar uma possível ajuda internacional para as vítimas. O chefe do conselho para os investimentos do governo, Tom Lembong, afirmou nas redes sociais que o presidente autorizou o recebimento de ajuda internacional.

As Forças Armadas, o Ministério de Exteriores e outras instituições ajudam a coordenar o setor público. Lembong coordena a ajuda do setor privado.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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