IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA DURANTE A QUIMIOTERAPIA – Cinthia Moreno

IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA DURANTE A QUIMIOTERAPIA –

O tratamento com quimioterapia, embora fundamental na luta contra o câncer infantojuvenil, impõe desafios significativos ao desenvolvimento e bem-estar de crianças e adolescentes. Alguns efeitos adversos, como fadiga, dor, fraqueza muscular, neuropatia periférica e a diminuição da capacidade cardiorrespiratória, podem comprometer a funcionalidade e a qualidade de vida desses pacientes. Nesse cenário, a intervenção da fisioterapia oncológica se torna essencial no cuidado integral, minimizando tais impactos e promovendo a máxima recuperação funcional.

A atuação do fisioterapeuta inicia com uma avaliação específica e individualizada, que considera o tipo de tumor, o tratamento oncológico, as condições clínicas do paciente e também as necessidades e limites de cada criança ou adolescente. Com base nesse diagnóstico, é traçado um plano terapêutico com exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos, exercícios de coordenação motora, equilíbrio e atividades lúdicas. O objetivo é manter e, quando possível, melhorar os fatores do aspecto físico que frequentemente são afetados pela toxicidade do tratamento e por períodos de inatividade, como nos períodos de internação.

Além disso, a fisioterapia desempenha um papel importante no manejo da dor e da fadiga, alguns dos sintomas mais debilitantes e comuns durante a quimioterapia. Através de técnicas específicas e da prescrição de exercícios aeróbicos de baixa a moderada intensidade, é possível modular a percepção da dor e melhorar os níveis de energia, permitindo que o paciente mantenha maior independência em suas atividades de vida diárias e participe mais ativamente de seu convívio, em seu contexto de vida.

A abordagem fisioterapêutica também é voltada para prevenção e ao tratamento de complicações respiratórias, que podem surgir em decorrência da imunossupressão ou da própria doença. Exercícios respiratórios são realizados para melhorar a função pulmonar e reduzir o risco de infecções.

Em resumo, a inclusão da fisioterapia no plano de tratamento de crianças e adolescentes com câncer submetidos à quimioterapia é indispensável. Sua atuação não apenas combate os efeitos negativos do tratamento, mas também promove o desenvolvimento motor, a autonomia e a melhora significativa da qualidade de vida, contribuindo para uma jornada de tratamento mais branda e uma recuperação mais completa e eficaz.

Cinthia Moreno – Fisioterapeuta Casa Durval Paiva – CREFITO 83476-F
As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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