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IMAGENS DA SEMANA – Canindé Soares

Casarão dos Guarapes de macaíba continua em ruínas

O casarão dos Guarapes, em Macaíba, no alto de uma colina na divisa entre os municípios de Natal e Macaíba, às margens da BR-226, marco da economia potiguar do século 18, continua em ruínas. Enquanto isso, o recurso de R$ 1 milhão do Ministério do Turismo para a recuperação, que estava na Caixa Econômica desde 2015 a espera das providências do governo estadual, já foi devolvido a Brasília.

O Imóvel – em ruínas – que um dia foi impotente está à mercê de aventureiros e vândalos. Foi construído pelo visionário comerciante Fabrício Pedroza, que transformou a realidade da área, antes inexpressiva, que por pouco não disputou com Natal o posto de capital da província do RN, diante do prestígio e da visão do patriarca daquelas terras.

Ruínas da maior casa comercial até hoje implantada em solo de potis-desmemoriados, em 1858. Segundo o historiador Anderson Tavares de Lyra, Guarapes foi o centro comercial onde se exportava e importava diretamente da Europa e Estados Unidos.

Os navios passavam direto do porto de Natal e entravam no Guarapes, carregados. “E de lá saiam ainda mais carregados de mercadorias do que Natal”. Fabrício Pedroza, muito influente, cogitou, juntou a Oliveira Junqueira, então presidente da província potiguar, mudar a capital do RN para o Guarapes, levando em conta que Natal era “um tabuleiro cercado por dunas, sem condições de alavancar grande um comércio”.

A propriedade foi comprada em 1899, por Juvino Barreto, casado com Inês Maranhão, neta de Fabrício e irmã de Alberto Maranhão. Depois foi herdada pelo filho Pio Barreto que vendeu a Nizário Gurgel; que negociou para Manoel Duarte, casado com a famosa viúva Machado. Posteriormente, foi vendida ao alemão Gerold Gerppert, que nos anos 70 incluiu o terreno em um grande loteamento. O local já estava desocupado e abandonado.

O arquiteto Paulo Heider Feijó, especializado em patrimônio, traçou o projeto de restauração para transformar as ruínas do empório comercial no museu do comércio e da indústria potiguar. Mas, continua no papel. Além de refazer as estruturas do casarão tais como antes, seriam construídos estacionamentos, praças, etc. Pode ser um marco para o turismo. Afinal, histórias interessantes atraem bons turistas. Exemplo do que acontece na Europa.

Fonte: Revista Bzzz

 

 

 

Canindé Soares

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