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Imagem inédita revela que asteroide que antes poderia atingir a Terra tem formato de um disco de hóquei de 60 metros

Astrônomos conseguiram fazer uma imagem tridimensional do asteroide que antes tinha uma pequena chance de atingir a Terra e agora pode atingir a Lua. Segundo os especialistas, ele tem quase 60 metros e, ao contrário do formato irregular esperado, tem a aparência de um disco de hóquei girando no espaço.

A descoberta foi divulgada nessa terça-feira (8). Os astrônomos informaram que a imagem surpreende pela forma incomum do corpo celeste e levanta novas perguntas sobre a diversidade de estruturas entre asteroides.

O 2024 YR4, como foi batizado, foi observado em fevereiro por uma equipe internacional de cientistas usando o Observatório Gemini Sul, no Chile, apenas seis semanas após sua identificação. As observações em múltiplos comprimentos de onda permitiram gerar que fosse feita a reconstrução visual digital mais detalhada do objeto até agora.

“Essa descoberta foi bastante inesperada, já que acredita-se que a maioria dos asteroides tenham o formato de batatas ou piões de brinquedo, em vez de discos planos”, afirmou Bryce Bolin, líder da pesquisa e cientista da Eureka Scientific.

➡️ Além do formato achatado, o asteroide gira rapidamente: completa uma rotação a cada 20 minutos. Ele se aproxima da Terra a cada quatro anos e, segundo os cientistas, provavelmente se originou no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter.

No início deste ano, a NASA e a Agência Espacial Europeia estimaram que havia uma chance de o asteroide colidir com a Terra em 2032. Hoje, a possibilidade está praticamente descartada para os próximos 100 anos.

➡️ A maior probabilidade é de impacto com a Lua. Apesar disso, a chance é de 3,8%. Mesmo nesse cenário, os cientistas garantem que a órbita lunar não seria afetada.

O 2024 YR4 já está longe demais para ser observado novamente por telescópios terrestres, mas novas imagens podem ser feitas pelo Telescópio Espacial James Webb ainda este mês.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de monitoramento é essencial como exercício para eventuais situações futuras em que asteroides mais perigosos estejam em rota de colisão com a Terra.

Fonte: G1
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