O Ibovespa reagiu com um movimento contido de perdas ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Além dos bons ventos externos, que parecem se perpetuar neste mês de janeiro, pesou favoravelmente ontem a força das ações de Petrobras e Vale, empresas que escaparam da má avaliação da S&P Global Ratings. Prova de que o reflexo foi ameno, o índice à vista fechou praticamente estável em queda de 0,02%, mantendo o suporte dos 79 mil pontos, aos 79.349,11 pontos. E ainda encerrou a semana com ganhos de 0,35%. O giro financeiro, de R$ 9,2 bilhões, foi alto para a média de meses de janeiro.
Durante o pregão, os papéis de Vale e Petrobras sustentaram alta, impedindo que o índice à vista aprofundasse as perdas. Os motivos que contribuíram para esse suporte: o fluxo de recursos de investidores não-residentes, que já ingressaram com R$ 2,7 bilhões na B3 no acumulado de dez pregões, e o fato de a S&P não ter rebaixado as notas das duas companhias na esteira do downgrade soberano. No setor financeiro ocorreu justamente o contrário. As ações dos bancos foram penalizadas de maneira generalizada uma vez que seus ratings foram reclassificados para baixo. Mas, ao final do pregão, apresentaram sinais mistos, com Banco do Brasil em alta de 0,23%, ItauUnibanco cedendo 0,09%%, Bradesco estável e as ‘units’ do Santander recuando 0,49%.
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