Um homem de 49 anos foi preso em Natal na tarde de quinta-feira (14) por ataques, perseguições e ameaças a casais homoafetivos, principalmente casais de mulheres.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que o suspeito praticava crimes de homofobia, injúria qualificada, ameaça e perseguição de forma reiterada.
“Ele cantava e dizia que o casal ‘tinha que morrer’, perseguia as vítimas com moto, fazia simulações de arma de fogo e jogava artefatos explosivos. Muitas pessoas ficaram aterrorizadas e algumas se mudaram às pressas, mesmo sem recursos para isso”, afirmou a delegada do caso, Paola Maués.
A delegada acrescentou que o suspeito já tinha histórico de crimes de perturbação, ameaça e dano contra vizinhos, além de inquéritos por violência doméstica. “As testemunhas que colaboravam se tornavam vítimas dele. Também perseguia e ofendia o síndico do prédio, em razão da orientação sexual”, disse.
Em um dos ataques, segundo a Polícia, ele arremessou artefatos explosivos da janela de seu apartamento em direção à garagem do prédio, enquanto fazia comentários preconceituosos.
O ato foi registrado por câmeras de segurança e presenciado por moradores, que relataram pânico e temor pela segurança.
Além dos ataques homofóbicos, o homem possui mais de 20 registros policiais e 14 processos judiciais, principalmente por perturbação da tranquilidade, ameaça e dano, envolvendo vizinhos e familiares.
O condomínio entrou com ação cível onde pede a expulsão do investigado. O risco para os moradores, segundo a Polícia Civil, levou à decretação da prisão preventiva.
Paola Maués detalhou ainda as consequências legais do caso: “Ele vai responder pela discriminação e injúria qualificada em razão da orientação sexual, pelas perseguições e pelos crimes de ameaça. Os crimes contra o preconceito vão variar de dois a cinco anos, e as penas serão somadas por causa do contexto”.
Durante a busca, a Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos e grande quantia em dinheiro, que serão analisados em investigação específica, já que o suspeito afirmou estar desempregado e realizar apenas “bicos”.
A Delegacia Especializada de Combate a Crimes de Racismo, Intolerância e Discriminação (DECRID) reforça que denúncias sobre racismo, intolerância e discriminação podem ser feitas presencialmente ou pelo telefone 181, de forma anônima.
Fonte: G1RN
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