A investigação identificou um esquema nacional especializado em invasão de sistemas governamentais, falsificação de documentos e estelionato eletrônico, incluindo acesso a mais de 239 milhões de chaves Pix, informações de inteligência da segurança pública e sistemas de trânsito.
O homem detido no RN atuava como intermediário do esquema, criando uma plataforma de consultas ilegais de dados em grupos virtuais, com o objetivo de atrair outros criminosos e vender informações sigilosas. Segundo a Polícia Civil, essas informações eram revendidas a fraudadores em diferentes estados.
Além do preso em Extremoz, a operação resultou na detenção de um homem em Pernambuco, identificado como a “fonte” responsável pelas invasões e pelo repasse das informações, e outro em São Paulo, que aplicava golpes contra médicos gaúchos já investigados nas fases anteriores da operação.
A ação cumpriu mandados nos três estados e mobilizou mais de 50 policiais civis, com apoio das Polícias Civis do RN, Pernambuco e São Paulo.
A investigação conseguiu mapear toda a cadeia criminosa, desde os responsáveis pelas invasões, passando pelos intermediários que gerenciavam as plataformas de distribuição, até os executores finais das fraudes.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte afirmou que a operação reforça a integração entre estados e o compromisso de responsabilizar criminalmente todos os envolvidos em crimes cibernéticos.
Fonte: G1RN
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