Neste domingo os argentinos vão às urnas para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. As eleições legislativas são consideradas um termômetro para medir a popularidade do presidente Mauricio Macri que, em dezembro, completa metade de seu mandato, e da ex-presidente Cristina Kirchner, sua antecessora e principal rival politica. Segundo as pesquisas de opinião, a frente Cambiemos (Mudemos) de Macri – que desde 2015 governa o país com minoria no Congresso – não conseguirá maioria parlamentar. Ainda assim, se as previsões forem confirmadas, ele deve aumentar sua base de apoio e suas chances de disputar a reeleição em 2019. Mas Macri também terá que enfrentar uma oposição forte. Tudo indica que, apesar de estar sendo processada pela Justiça por corrupção e “traição à pátria”, Cristina Kirchner será eleita senadora pela Unidad Ciudadana (Unidade Cidadã), uma dissidência do Partido Justicialista (Peronista) que ela transformou em partido para se candidatar.
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