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Heineken confirma discussões com Kirin sobre negócios no Brasil

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, disse na sexta-feira que está discutindo sobre a possibilidade de um acordo para as operações brasileiras da japonesa Kirin Holdings, que fabrica a Schin.

O Brasil Kirin opera 12 cervejarias no país e foi criada em 2011 depois que a Kirin pagou 6,3 bilhões de reais pelo controle da brasileira Schincariol.

A Heineken disse em um comunicado curto que as discussões estavam em andamento e que não poderia haver certeza de que um acordo seria alcançado.

A Kirin disse que continua se concentrando principalmente na expansão no Brasil, mas está considerando alternativas, incluindo uma parceria estratégica ou venda.

“Estamos considerando todas as opções, incluindo uma discussão com a Heineken”, disse um porta-voz da Kirin.

A companhia tem perdido participação de mercado no Brasil, com queda nas vendas no ano passado, enquanto um real enfraquecido elevou os preços de algumas matérias-primas.

Na véspera, o diário de negócios japonês Nikkei disse que a Heineken pagaria cerca de 100 bilhões de ienes (cercad de US$ 870 milhões) pelo negócio.

Tal preço refletiria o atual estado de fraqueza do mercado brasileiro que permitiria à Heineken se tornar a segunda maior cervejaria do Brasil com uma relativa barganha.

O analista de bebidas da Société Générale Andrew Holland disse acreditar que o principal incentivo da Heineken ao tentar expandir-se no Brasil seria tornar-se um rival mais forte no coração da AB InBev, assim como este tem entrado nos mercados da Heineken em outros lugares.

A Heineken estabeleceu presença no Brasil através da aquisição, em 2010, do negócio de fabricação de cerveja da mexicana Femsa. Sua cerveja principal é Kaiser, com a marca Heineken também ganhando fatia de mercado.

O mercado de cerveja brasileiro é dominado pela AB InBev, a maior cervejaria do mundo, que tem uma participação de cerca de dois terços.

Após a AB Inbev pagar quase US$ 100 bilhões pela rival SABMiller, a japonesa Asahi, rival da Kirin, gastou US$ 10 bilhões no ano passado em negócios para comprar ativos europeus da AB InBev.

Fonte: Reuters

Ponto de Vista

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