O movimento islâmico Hamas, no poder há mais de uma década na Faixa de Gaza, anunciou nessa segunda-feira (31) um acordo para encerrar as trocas quase diárias de tiros com Israel, como veio ocorrendo neste mês de agosto. A medida foi anunciada após a chegada de um emissário do Catar encarregado de ajudar nas negociações.
“Após uma rodada de conversas mediadas pelo emissário do Catar, Mohammed Al-Emadi, foi alcançado um acordo para conter a escalada e estabilizar a situação”, diz a nota assinada pelo líder do Hamas, Yahya Sinwar. “Vários projetos foram anunciados e servirão de base para aliviar a situação do nosso povo em Gaza, uma vez que a crise do coronavírus nos atingiu.”
O emissário do Catar para a Faixa de Gaza chegou na terça-feira (25) ao território palestino. Fontes ouvidas pela agência AFP informaram que ele ofereceu uma ajuda de US$ 30 milhões (cerca de R$ 164 milhões) para os palestinos.
A chegada de Al-Emadi acontece em um contexto tenso: desde 6 de agosto, o Hamas aumentou o número de lançamentos de balões incendiários e foguetes contra Israel que, em represália, bombardeia diariamente a Faixa de Gaza.
Em resposta aos lançamentos destes balões – que causaram mais de 400 incêndios –, Israel endureceu o bloqueio sobre Gaza, interrompendo o fornecimento de combustível para o território palestino.
A única central elétrica que abastece a Faixa de Gaza precisou interromper o serviço e o território tem menos de quatro horas de eletricidade por dia.
Na semana passada, a ONU alertou que a represália de Israel poderia ser ainda mais prejudicial por conta de novos casos de Covid-19 descobertos em um campo de refugiados na Palestina, que ficariam mais difíceis de tratar com falta de energia.
De acordo com fontes próximas à delegação do Catar, os israelenses afirmaram estar dispostos a retomar o envio de combustível para fazer a central elétrica de Gaza voltar a funcionar e aliviar o bloqueio, desde que sejam suspensos os lançamentos de balões incendiários.
O acordo prevê a concessão de uma ajuda financeira de US$ 30 milhões mensais por parte do Catar e a implementação de várias medidas econômicas.
Entre as medidas apontadas estão a ampliação de uma zona industrial em Gaza e a distribuição de autorizações de trabalho israelenses para habitantes do território palestino, com o objetivo de reduzir a pobreza e estabilizar a situação.
Apesar da trégua decretada no ano passado, apoiada pela ONU, pelo Egito e pelo Catar, Hamas e Israel seguem se enfrentando esporadicamente.
Fonte: G1
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