02/06/2023 - Brasília - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (2) uma operação para reprimir a pornografia infantil. Foto: Polícia Federal/ Divulgação
A Polícia Federal (PF) prendeu, na madrugada de sexta-feira (12), oito pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em ataques cibernéticos contra o sistema financeiro nacional. O grupo é suspeito de envolvimento em fraudes que já somam R$ 1,2 bilhão.
Os policiais chegaram a um imóvel onde o grupo estava reunido no momento em que tentavam acessar indevidamente o sistema da Caixa Econômica Federal para desviar valores via PIX.
No local, foi encontrada uma estação de trabalho subtraída da Caixa, que permitiria acesso privilegiado ao sistema interno da instituição, como a senhas e ao sistema do PIX. Com esse equipamento, planejavam movimentar recursos de forma ilícita.
Os suspeitos teriam subtraído um computador da Caixa em uma agência no Brás, região central da capital paulista, e depois entregue para outras pessoas em um carro e levado para outro imóvel onde o grupo foi encontrado pela PF.
Foram presos José Elvis dos Anjos Silva, Fernando Vieira da Silva, Rafael Alves Loia, Marcos Vinícius dos Santos, Klayton Leandro Matos de Paulo, Guilherme Marques Peixoto, Nicollas Gabriel Pytlak e Maicon Douglas de Souza Ribeiro Rocha. As defesas dos suspeitos não foram localizadas pela reportagem.
As prisões em flagrante foram confirmadas pela Justiça Federal durante audiência de custódia e, em seguida, convertidas em prisão preventiva. Os detidos têm idades entre 22 e 46 anos.
A investigação também aponta que os presos são suspeitos de envolvimento em outros dois desvios de grandes proporções:
Em mensagens interceptadas pela PF, o grupo de hackers afirma que um de seus integrantes executou o ataque ao sistema da Sinqia, que “viabilizou a realização de operações financeiras de Pix”.
Somados, os dois ataques representam pelo menos R$ 1,2 bilhão em prejuízos ao sistema financeiro.
As apurações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão das fraudes. A PF investiga ainda se houve participação de pessoas ligadas a instituições financeiras.
A advogada Silvia de França Gonçalves, defensora de dois dos suspeitos presos (Rafael Alves e José Elvis), disse à GloboNews que seus clientes não participaram dos crimes narrados pela Polícia Federal e que “não há indícios de autoria” contra ambos.
A advogada solicitou à Justiça Federal, durante a audiência de custódia, a soltura de seus clientes. O pedido foi negado pelo Judiciário.
A reportagem teve acesso ao termo da audiência de custódia. Nela, de um modo geral, os investigados negam a participação no crime. Há no grupo tanto suspeitos sem antecedentes criminais quanto acusados que já responderam a processos por outros delitos.
Eles alegaram, durante a audiência, que houve violência policial por parte dos agentes que realizaram a prisão em flagrante. O juiz federal José Bovino Greggio, que presidiu a audiência, consignou o seguinte no documento sobre a audiência: “Remeta-se cópia dos autos à Corregedoria da Polícia Federal para apuração das alegações de violência policial. O presente termo servirá como ofício”. A reportagem solicitou à PF posicionamento sobre essa alegação.
A reportagem não localizou a defesa dos outros investigados detidos.
Fonte: G1
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