Jansen Leiros

Desde muito cedo me dei conta de que possuía uma vontade muito grande de abraçar a carreira do ensino e fui interiormente, trabalhando esse desejo no sentido de tornar-me professor. Esse desejo tomou  contra de mim, dominando os impulsos e cresceu comigo.

Ainda em Macaíba, comecei a discursar sobre Ética Cristã e comecei a frequentar Centros Espíritas da cidade, emprestando-me um ar de criança-envelhecida, pela seriedade de meu comportamento.

De fato, a criança em mim parecia ter-se ausentado, somente retornando, quando convidada pelo futebol.

Mesmo antes da adolescência, voltei-me para a leitura das mais diversas matérias e o sentido era sempre de aprender para ensinar aos companheiros de classe, porque ensinando, eu aprendia verticalmente, isto é, desta forma, eu me firmava no saber para embasar o conhecimento. Isto me empolgava e, de certa forma, me envaidecia.

Percebi, também, que, na medida em que robustecia meus conhecimentos, ampliando seus limites, mais a vontade de saber me impulsionava a alegria do conhecer.

Ampliei meus horizontes! Enveredei pelos caminhos dos clássicos internacionais e, paralelamente, empolguei-me com a literatura espírita, absorvendo quase toda a produção de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Ivone Pereira e outros tantos escritores que povoaram as livrarias nos anos 70, 80 e 90.

Tornei-me escritor! Produzi: Fragmentos de Reflexões;  Contos do Entardecer; Apólogos do Nascer do Sol;  Prelúdios de um Novo Dia; Itinerário de um Sertanejo; Adágio de Esperanças; Sonata do Alvorecer de Aquários; Daphne, compromissos e resgates; Garimpando a Luz;  Aleluia de um Homem Novo;  Aquarela do Sol Nascente; Transcendência e O Planeta Azul e sua reciclagem em Marcha.

Conheci José Hermógenes. Um parente e amigo de elevada casta.  Ele me  introduziu nos conhecimentos da Ioga e, ai, abriu-se um novo e vasto campo  de conhecimentos espiritualistas.

No Rio de Janeiro, conheci outras grandes figuras, dignas de registro, as quais me repassaram muitos conhecimentos e robusteceram meus valores internos.  Entre eles, citaria Gilberto Guarino e Ivone Pereira, aos quais devo gentilezas, atenções e gratidão, até!

Finalmente, dedico toda minha atenção e carinho à incansável Cláudia Mourthé e ao seu pai, professor e editor Mestre Mourthé, portador de memorável sapiência, profunda e carismática simpatia.

Meu pai, de saudosas lembranças foi um autodidata  e estivera sempre entretido nas leituras  mais distintas, de maneira a estar sempre em sintonia com qualquer assunto abordado, por mais específico e intrincado que fosse.

Portador de memória prodigiosa, tornara-se uma pessoa atualizada, simpática, participativa e carismática.

Nos fins de seus dias dedicou-se ao ensino, fortalecendo sua condição de louvável exemplo!

Assim, meu pai tornou-se meu ídolo e meu exemplo vivo. Na sociedade da qual participava, tornara-se orador oficial para qualquer que fosse a solenidade e passou a ser conhecido como magnífico construtor de metáforas, verdadeiro arquiteto!. Preletor espiritualista, tornou-se orador apreciado pela emocionalidade que transmitia em suas preleções repletas de grandes ensinamentos críticos.

 Esse era meu pai; meu ídolo, meu exemplo; meu modelo!

Foi nesse ambiente que nasci, cresci e me moldei para a vida. O embasamento de meus princípios foi a Ética Cristã.

Além de meu pai, segui, como exemplos, pessoas do naipe de Olímpio Jorge Maciel,  João Viterbino de Leiros – meu avô; José Leiros – meu tio; Dr. José Gomes da Costa –Juiz da cidade de Macaiba, íntegro, sábio e honrado; Estévam Alves Dantas de Araújo, comerciante de indiscutível honorabilidade, e o líder Alfredo Mesquita Filho, ao qual meu pai me ensinou a respeitar, como sendo o sucessor de meu velho avô Manoel Maurício Freire, íntegro e austero.

Neste espaço, faço referência a três damas merecedoras de meus aplausos e de minha admiração! Dª  Dona Helen Maciel, uma senhora de inquestionável honorabilidade, minha avó materna, Dº Elvira de Castro Leiros, severa, determinada e austera, à qual até hoje reverenciamos  e minha mãe, MARIA LEIROS FERREIRA, uma santa!.

Diante dessa conjuntura ambiental e modelar fui trabalhando e moldando meus dotes de professor, ingressando como lente da cadeira de Direito Comercial da UNP, ao lado de grandes e memoráveis mestres, com apoio do meu amigo Paulo de Paula.

De fato, vale à pena dizer que meu ingresso naquela Faculdade de Direito, como professor, ao lado de Antônio Guedes, Carlos de Miranda Gomes e outros luminares, deveu-se à minha convicção sobre a Teoria Epistemológica de Jean Piaget, que embasou em mim o impulso para transmitir o conhecimento adquirido àqueles que se dignavam em palmilhar os caminhos do saber, sob o apoio da Ética que me permitiu exercer a honrosa função de JUIZ DE ÉTICA E DISCIPLICA DA OAB/RN

Jansen LeirosEscritor e Membro do IHGRN

Ponto de Vista

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