Categories: Blog

Governo propõe manter em R$ 139 bilhões meta de rombo para as contas públicas em 2019

O governo propôs nessa quinta-feira (12), por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, que a meta para o resultado das contas públicas no ano que vem permaneça em déficit (resultado negativo) de até R$ 139 bilhões.

Com isso, o governo está propondo que o Congresso autorize que suas despesas superem as receitas com impostos e contribuições em até R$ 139 bilhões. Esse valor não inclui os gastos com pagamento de juros da dívida pública. A proposta de LDO ainda tem de ser aprovada pelo Legislativo.

O documento também contém a proposta do governo para o salário mínimo em 2019, que é de R$ 1.002.

Ainda de acordo com o documento, a área econômica pede permissão do Congresso Nacional para que as contas do governo continuem no vermelho pelo menos até 2021.

O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias autoriza um déficit primário de R$ 110 bilhões para 2020, contra a previsão anterior de um rombo de até R$ 65 bilhões. Para 2021, a proposta permite que as contas fiquem negativas em até R$ 70 bilhões (até então, não havia meta para este ano).

“Essa queda [do rombo fiscal] ao longo dos próximos exercícios é um resultado natural da vigência do teto de gastos”, disse o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, se referindo à regra, em vigor desde 2017, que limita o aumento das despesas do governo ao percentual de inflação registrada no ano anterior.

O Ministério do Planejamento também informou que o governo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 3% no ano que vem – mesmo valor previsto para a expansão de 2018.

Para os anos seguintes, porém, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias estima uma desaceleração nesse ritmo de crescimento. A alta seria de 2,4%, em 2020, e de 2,3%, em 2021.

De acordo com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, em agosto, quando o governo enviar o Orçamento de 2019 ao Congresso, a “grade de parâmetros” pode ser atualizada, o que significa que as previsões para o crescimento da economia nos próximos anos pode mudar.

O governo também prevê que a inflação ficará dentro das metas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) até 2020. A expectativa é de que o IPCA fique em 3,6% neste ano, em 4,2% em 2019, e em 4% em 2020 e 2021.

No ano passado, o CMN determinou que a meta central de inflação é de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020. Com o intervalo de tolerância previsto na regra, a inflação pode oscilar entre 2,75% e 5,75%, em 2019, e entre 2,5% e 5,5%, em 2020, sem que a meta seja descumprida.

O governo vai fixar a meta de inflação para 2021 somente em junho deste ano. O responsável por tentar atingir as metas é o Banco Central, por meio da definição dos juros básicos da economia, atualmente na mínima histórica de 6,5% ao ano.

Fonte: G1

Ponto de Vista

Recent Posts

Brasileira recebe conta de R$ 84 mil em hospital dos EUA após mordida de cachorro

A influenciadora brasileira Débora Rocha viralizou ao relatar o susto que tomou ao receber a…

1 hora ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

1- Nesta quarta-feira (06), ocorre o segundo jogo das semi-finais da Champions League entre Bayern…

1 hora ago

Thiago Rangel ofereceu cargo ‘na educação’ a ‘Junior do Beco’, traficante com histórico de homicídios, diz PF

O deputado Thiago Rangel, preso nessa terça-feira (5), ofereceu cargos na área da educação para pessoas…

2 horas ago

Governo reconhece situação de emergência em mais 22 municípios de PE

O governo federal reconheceu a situação de emergência em mais 22 cidades pernambucanas atingidas pelas…

2 horas ago

Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras

O programa Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nessa segunda-feira (6), conta com uma…

2 horas ago

Fim da escala 6×1: relator propõe plano de trabalho e prevê votação de parecer em 26 de maio

O relator da proposta para reduzir a jornada de trabalho, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou…

2 horas ago

This website uses cookies.