O gabinete de segurança e assuntos políticos de Israel aprovou, nesta sexta-feira (8), o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ocupar, na totalidade, a Faixa de Gaza. Segundo comunicado divulgado pelo gabinete, a operação começará pela Cidade de Gaza.
O Exército israelense também fará a distruibuição de ajuda humanitária nas áreas ocupadas.
O comunicado afirma ainda que a medida foi aceita porque “a maioria absoluta dos ministros do gabinete acreditava que o plano alternativo apresentado não alcançaria a derrota do Hamas nem o retorno dos reféns”.
➡️ Capital da Faixa de Gaza, a Cidade de Gaza fica na região central do território palestino e abriga cerca de 1 milhão de pessoas, a maior concentração populacional de Gaza. O plano prevê a retirada da população.
O gabinete de Netanyahu também aprovou cinco princípios para o fim da guerra:
Netanyahu confirmou na quinta-feira, em entrevista à TV americana “Fox News”, planos de ocupar a totalidade de Gaza ao final da guerra, mas disse não ter a intenção de anexar o território, e sim estabelecer um “perímetro de segurança”.
“Nós não queremos ficar com Gaza, queremos um perímetro de segurança”, disse o premiê a repórteres em Tel Aviv nesta quinta.
A expansão do conflito gerou críticas da comunidade internacional, além de protestos dentro de Israel e oposição do Exército ao plano. O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, afirmou nesta sexta-feira que o novo plano de Israel causará mais mortes e sofrimento e precisa ser “imediatamente interrompido”.
O grupo terrorista Hamas chamou a decisão de Israel de controlar a Cidade de Gaza de um “crime de guerra”. Na quinta-feira, o grupo disse que, com a nova ofensiva, Netanyahu estaria disposto a “sacrificar” os reféns remanescentes para ganhos pessoais.
A nova investida tem o potencial de agravar ainda mais a crise humanitária em Gaza, em que palestinos enfrentam fome generalizada. Mais de 61 mil morreram no território desde o início da guerra entre Israel e Hamas, iniciada após ataque terrorista no sul de Israel, que matou mais de 1.200 israelenses e mais de 250 foram levados como reféns.
Fonte: G1
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