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Governistas articulam na Câmara fusão de Capes e CNPq, mas Maia rejeita proposta

Líderes governistas na Câmara dos Deputados foram procurados na semana passada pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Correia, para articular uma operação, junto ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, em busca de apoio pela fusão da organização e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os dois órgãos a ser unificados são responsáveis pelo fomento a pesquisas e bolsas de estudo. A fusão é um projeto da gestão de Jair Bolsonaro, mas provoca reações e divisões no próprio governo.

O blog apurou que Rodrigo Maia avisou a bolsonaristas ser contra a medida, quando foi sondado sobre o tema na semana passada.

O Cnpq é subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que é contra a fusão. A Capes é subordinada ao Ministério da Educação, favorável à junção das organizações.

Se a fusão ocorrer, parlamentares afirmaram à reportagem que o plano seria manter a nova agência na alçada da pasta da Educação, comandada por Abraham Weintraub.

Segundo governistas ouvidos pelo blog, a proposta pode ser enviada pelo Executivo ao Congresso por meio de uma Medida Provisória (MP) ou projeto de lei. O formato ainda está em discussão.

De uma forma ou de outra, precisará ser aprovado pelo Congresso. Se a proposta for enviada via MP, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias após a sua edição pelo Executivo. Caso contrário, perde a validade.

Diante da possibilidade de a medida ser enviada e não conseguir ter a chancela dos parlamentares em tempo hábil, na semana passada, governistas já começaram a sondar o presidente da Câmara sobre se haveria ambiente na Casa para aprovar uma eventual fusão.

Segundo o blog apurou, Maia disse ao líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), ser contra a fusão.

Durante sua investida na semana passada, o presidente da Capes tentou, inclusive, um encontro com Maia, o que não ocorreu por problemas de agenda.

Ao ouvir de parlamentares governistas o retorno sobre o desencontro de agendas, o Ministério da Educação disse a um líder bolsonarista ainda estar discutindo qual será o melhor plano para a fusão e pediu o adiamento das conversas até a definição do modelo.

O adiamento das conversas irritou deputados bolsonaristas, que já haviam iniciado as tratativas com Maia a pedido do presidente da Capes. O episódio foi tratado nos bastidores do Congresso como “bate cabeça” do Ministério da Educação.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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