GENEALOGIA CRÍSTICA –
A Bíblia, multiplicada vertiginosamente a partir da engenhosidade do Homem de Mogúncia- Johannes Gutemberg-, durante o medioevo; redimensionada pelos escribas dos monastérios, em seus mosteiros, já em poder de projeções escriturais de apóstolos, difusores da Boa Nova, ganhou infindável e efervescente acervo de assertivas maniqueístas, fruto das vertentes a partir do Conselho de Niceia e de posteriores encontros apostólicos.
Constantino, imperador romano, justamente neste fantástico sodalício episcopal, resolveu por ordem na casa, agindo nos limites imperiais, estabelecendo-se o que era apócrifo e o que era considerado verdadeiro, verificando-se inolvidável assepsia doutrinal.
Verdadeira decantação teologal!
Havia um cipoal de afirmações ditas apostólicas, contextualizadas entre as diversas manifestações de apóstolos, sacrificados todos à época de suas pregações mundo afora, restando-lhes registros que se esvaíram no tempo, na memória e na tradição dos gentios.
Uma verdadeira miscelânea entre a veracidade de fatos históricos e suas distorções político-religiosas, a serviço de interesses grupais, no suceder das épocas e ao sabor de mandatários de toda ordem.
Ao contrário da Lei da Natureza, da geração humana, da procriação dos seres animais, de um macho e de uma fêmea, a partir do século terceiro, após o nascimento de Jesus de Nazaré, na Galileia, os concílios com suas excrescências mandamentais, resolveram criar a doutrina da virgindade perpétua de Maria.
Para que ninguém opusesse qualquer consideração inteligível e racional, fixou-a como dogma. O resto ficaria nos meandros da fé, cega em sua essência!
A estrutura eclesial, até então permissível para que os seus próceres, inclusive papas, tivessem famílias e filhos, inovou algo do mundo divinatório, qual seja a procriação humana, intercambiada com o Espírito Santo.
A configuração funciona como um ícone intermediário do divinal. A Igreja criou a existência de um Deus Pai, Deus Filho e o Espírito Santo, conformando a Santíssima Trindade em três seres distintos e ao mesmo tempo uno, guardados no escrínio dogmático de normas conciliares.
Esta mirabolante inovação, leva-nos ao Olimpo grego em seu universo mitológico, onde deuses geravam, na relação física com pobres mortais, os semideuses olímpicos.
Diz-se latria a adoração a Deus, hiperdulia- devoção à Maria, mãe de Jesus e, dulia, a devoção aos santos, anjos, querubins, serafins e outros afins.
O casamento eclesial somente foi vedado pelo Papa Grégório I, a partir de 1139, estabelecendo como norma da Igreja o celibato clerical, algo jamais cumprido, efetivamente, visto infindáveis proles, denominadas jocosamente de “sobrinhos do padre”, que testifica a História de forma inelutável.
O celibato foi institucionalizado, então, somente para coibir as relações carnais do confessor e confessadas, procedimento que gerava lamentável descrédito religioso perante à sociedade, decorrente deste sacramento penitencial.
Napoleão Bonaparte já afirmava de forma lapidar: “A Instrução e a História são os inimigos da religião.”.
A gênese abaixo da Linha do Equador é diferenciada e antagônica. O batavo Gaspar Barlaeus já enunciava na forma latina: ULTRA AEQUINOXIALEM NON PECCARI (ao sul da linha equinocial não se peca), em sua magna opera – Novus orbis, sive descriptio Indiae occidentalis.
A Verdade é despida de subterfúgios!
Ora, José, o Carpinteiro, teve outros filhos: Tiago, José, Simão e Judas, no dizer do apóstolo Mateus (Mateus 13:55). O versículo subsequente, completa:
“Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois tudo isto?”.
As crendices e o misticismo ornam as religiões em suas estratificações organizacionais ao sabor dos tempos em seus processos revisionais perante a credulidade e à ignorância de seus adeptos num processo cíclico e educacional dos povos, gerações, após gerações.
O limbo é o exemplo icônico da evangelização, que teve uma criação e extinção religiosa, a partir das reflexões e mutações procedimentais, face à avassaladora gnose dos avanços tecnológicos, recentemente lançado ao campo do risível e da irracionalidade pelo sapientíssimo Papa Emérito, Papa Bento XVI, Joseph Aloisius Ratzínger, atualmente em seu processo de recolhimento vivencial, em Castel Gandolfo, aos 92 anos de existência.
A metade populacional do orbe com quase oito bilhões de seres humanos, não crê num Deus, insertos entre agnósticos e ateus e, nada lhes acontece.
Nesta mera reflexão filosófica, a título de crônica, vem à mente um lampejo do gaúcho Mário Quintana, que a propósito das crenças, assim, escreveu, de forma quase sacerdotal:
“NÃO IMPORTA SABER SE A GENTE ACREDITA EM DEUS, O IMPORTANTE É SABER SE DEUS ACREDITA NA GENTE.”
José Carlos Gentilli – Escritor, membro da Academia de Ciências de Lisboa e Presidente Perpétuo da Academia de Letras de Brasília
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