O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, admitiu no início da semana, que a produção de gás de xisto (shale gas) nos Estados Unidos pode abalar a indústria nacional. Coutinho afirmou que a exploração do shale gas trará “mais desafios para competição” às empresas em todo o mundo – e que no Brasil não será diferente.
A extração do gás de xisto nos Estados Unidos reduziu o preço do gás natural à indústria americana em mais de 60% desde 2008. E os preços praticados hoje nos Estados Unidos chegam a estar até 80% acima dos cobrados na Europa e no Brasil. “É quase inevitável que, com custos de energia tão baixos, os Estados Unidos possam recapturar uma parcela relevante da produção (do setor manufatureiro)”, apontou o presidente do BNDES.
Coutinho entende que as consequências desse movimento, convencionado em todo o mundo como uma nova revolução energética, começarão a ser sentidos em pouco tempo. “A partir do ano que vem e no ano seguinte esses efeitos serão mais fortes e vão atingir o mercado internacional como um todo”, disse.
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