Os líderes do G7 vão se comprometer a distribuir ao menos 1 bilhão de doses de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo, principalmente aos países mais pobres, para acabar com a pandemia do coronavírus até 2022.
O anúncio foi feito nessa quinta-feira (10) pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que recebe a partir desta sexta os chefes de governo das outras nações integrantes do grupo.
A ideia, segundo o governo britânico, é que os países integrantes do G7 compartilhem, financiem e estabeleçam um plano para ampliar a produção de vacinas contra o coronavírus. Além do Reino Unido, integram o bloco Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos.
Da parte do Reino Unido, a previsão é de entrega de 100 milhões de doses, remanescentes do bem sucedido plano de vacinação do país.
O governo britânico disse também que pretende pedir aos grandes laboratórios que forneçam vacinas a preço de custo durante a pandemia, a exemplo da AstraZeneca/Oxford. Além disso, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu às empresas farmacêuticas que doassem 10% das doses vendidas a países desfavorecidos.
A expectativa também é de que os líderes dos países integrantes do G7 discutam o estabelecimento de “mecanismos para prevenir futuras pandemias”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que há o risco de que outros vírus surjam no futuro.
Em maio, Pfizer/BioNTech, Moderna e Johnson & Johnson se comprometeram a fornecer 3,5 bilhões de doses a preço de custo ou com desconto para os países mais pobres em 2021 e 2022, incluindo 1,3 bilhão neste ano.
Na quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram a doação de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech entre 2021 e 2022. A previsão é de que 200 milhões desse total sejam entregues ainda neste ano. O Brasil não está contemplado entre os países que receberão essas doses.
De acordo com monitoramento da Universidade Johns Hopkins, mais de 2,2 bilhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas em todo mundo até esta quinta. No entanto, além de isso ainda ser insuficiente para uma imunidade global contra o vírus, a distribuição ocorre desigualmente.
Países como Estados Unidos, Reino Unido e Israel estão muito avançados na vacinação e assistiram à transmissão da Covid despencar. Do outro lado, há nações que mal começaram a aplicar vacinas e não chegam a 2% da população imunizada.
A iniciativa Covax, uma aliança internacional capitaneada pela OMS, já distribuiu 81 milhões de doses no mundo, inclusive no Brasil. O foco da estratégia é distribuir a maior parte dessas vacinas aos países mais pobres.
Fonte: G1RN
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