FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA FADIGA EM PACIENTES COM CÂNCER – Cinthia Moreno

FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA FADIGA EM PACIENTES COM CÂNCER –

Crianças ou adolescentes com câncer, assim como os adultos, podem apresentar fadiga, uma alteração na resposta do músculo, durante exercícios ou, até mesmo, durante atividades do dia a dia. Essa resposta fica diminuída, o que diminui também a geração de força muscular, a capacidade funcional e compromete a qualidade de vida.

A fadiga pode ser entendida como uma sensação de cansaço físico, emocional e cognitivo, é um sintoma desproporcional à atividade realizada. Alguns pacientes, por exemplo, relatam muito cansaço em ir ao banheiro, se vestir, andar pequenas distâncias, subir alguns degraus ou ficar em pé, mesmo que por pouco tempo.

Esse aspecto do desempenho muscular fica alterado, em decorrência da evolução da doença ou do tratamento com quimioterapia ou radioterapia, pois há comprometimento, entre outras coisas, do sistema que transporta oxigênio no sangue.

É comum o paciente e seus familiares acharem que, diante da sensação de cansaço, o melhor a fazer é ficar de repouso. Pelo contrário! Para que haja melhora na resistência à fadiga de crianças e adolescentes com câncer, eles devem realizar exercícios de baixa intensidade, com frequência, pelo menos, de três vezes por semana.

O fisioterapeuta é o profissional competente para prescrever exercícios terapêuticos que melhoram todos os aspectos do desempenho muscular, incluindo a resistência à fadiga. Após exame físico e avaliação do paciente, os objetivos da reabilitação são definidos de acordo com as deficiências e limitações apresentadas, o diagnóstico, tratamento clínico e as metas desejadas pelo paciente, respeitando suas características individuais.

Durante o tratamento de quimioterapia é preciso verificar, com frequência, os exames laboratoriais recentes, para que os exercícios estejam de acordo com as condições clínicas do paciente e não cause desconforto ou complicações. Todas as variáveis dos exercícios (séries, repetições, tempo, velocidade) devem ser determinados de forma individual. Se o paciente não conseguir fazer os exercícios por pelo menos trinta minutos, ele deve ser estimulado a fazer durante dez ou quinze minutos várias vezes ao dia.

A fadiga pode gerar outros sintomas como alterações de humor (depressão, irritabilidade ou ansiedade), alterações de peso, dificuldade de concentração, perda de memória ou velocidade de raciocínio. É fundamental que o fisioterapeuta esteja atento ao surgimento desses sintomas e sinalize para os demais integrantes da equipe, que presta assistência ao paciente, para que ele seja cuidado na sua integralidade, melhorando seu bem-estar e qualidade de vida, durante o tratamento.

 

 

 

 

Cinthia Moreno – Fisioterapeuta da Casa Durval Paiva, CREFITO 83476-F

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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