A reabertura gradual dos cinemas em 2021 salvou o saldo do setor no Brasil. Em relação a 2020, a renda com bilheterias aumentou 34,8%.
Os cinemas brasileiros arrecadaram quase R$ 840 milhões, segundo dados da Ancine (Agência Nacional do Cinema).
Mas a recuperação só aconteceu para os filmes internacionais. Títulos brasileiros viram público e receita diminuírem mais de 90% no ano passado, mesmo com mais lançamentos em cartaz.
Para se ter uma ideia da queda:
Assim, os filmes brasileiros foram responsáveis só por 1,3% de toda a bilheteria nacional no ano. Para o cineasta Paulo Sérgio Almeida, o número segue a estratégia de lançamento dos filmes brasileiros.
“O único filme lançado para o cinema foi ‘Marighella’, com bilheteria excepcional, muito melhor do que se esperava. Os outros filmes apenas cumpriram uma passagem pelo cinema para ir para o streaming. O mercado de cinema está numa fase intermediária entre os lançamentos dos cinemas e a produção e os lançamentos no streaming”, explica Almeida.
Segundo o cineasta, a campanha de marketing para que um lançamento vá bem nos cinemas precisa de, no mínimo, R$ 1,5 milhão. Por isso, torna-se caro. Segundo ele, essa não é uma estratégia apenas de filmes brasileiros. Por isso, segundo Almeida, vamos ver cada vez menos filmes com grandes campanhas.
Segundo o analista de cinema Fabiano Ristow, outros dois fatores também ajudam a explicar a queda: os números altos de 2020 incorporavam o sucesso de “Minha mãe é uma peça 3” e o público de filmes nacionais ainda apresenta resistência para voltar aos cinemas.
“Os quase 130 filmes brasileiros que efetivamente chegaram aos complexos em 2021 enfrentaram o mesmo problema de obras independentes ou de arte. Quem é mais velho tem mais medo de sair de casa e se contaminar. São os jovens que estão indo em peso às salas, onde a experiência de se ver blockbusters é mais bem aproveitada”, explica Ristow.
“Homem-Aranha: Sem volta para casa” foi o maior líder de bilheterias do ano. Sozinho, ele levou quase 10 milhões de espectadores aos cinemas e arrecadou R$ 181 milhões.
Depois, estão “Velozes e furiosos 9”, “Eternos”, “Venon: tempo de carnificina”, “Shang-Chi e a lenda dos dez anéis”, “Viúva negra”, “Invocação do mal 3: A ordem do demônio”, “Esquadrão Suicida”, “Encanto” e “007: Sem tempo para morrer”.
Já o filme com a melhor bilheteria brasileira foi “Marighella”, de Wagner Moura, com 296 mil de público e R$ 5,7 milhões de renda. Os números são 32 vezes menor que os registrados por “Homem-Aranha”.
O segundo filme brasileiro mais bem-sucedido foi “Um tio quase perfeito 2”, com público de 73 mil pessoas e renda de R$ 1,1 milhão.
Os filmes internacionais ocuparam grandes partes das salas e sessões disponíveis. “Homem-Aranha”, por exemplo, ficou em cartaz em 2.722 salas de cinema. E “Eternos”, em 2009. Já “Marighella” só foi exibido em 336 salas.
Os estrangeiros também dominaram as sessões. Enquanto “Velozes e furiosos” teve mais de 115 mil sessões, “Marighella” teve pouco mais de 11 mil.
Ristow explica que esse número não foi tão pequeno considerando o padrão para filmes nacionais de drama.
“A Cota de Tela está suspensa desde a chegada da pandemia, e, num momento em que os cinemas ainda se recuperam da maior crise do século, é complexo pensar em aplicá-la. Mas é um mecanismo importantíssimo, criado para proteger e dar visibilidade aos filmes nacionais. Com a volta do parque exibidor a todo vapor (se a ômicron não atrapalhar), eu torço para que a cota volte a existir”, diz o analista.
Fonte: G1
DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9160 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1070 EURO: R$ 5,7550 LIBRA: R$ 6,6660 PESO…
Professores e estudantes universitários argentinos protestam, nessa terça-feira (12), contra os cortes orçamentários na educação…
1- A CBF divulgou na segunda-feira os dias, horários e locais dos jogos semifinais…
Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por…
O Ministério Público do Rio Grande do Norte vai investigar um suposto caso de racismo…
Moradores da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de…
This website uses cookies.