“O embaixador francês se ofereceu, falando com o nosso secretário de relações internacionais, para ser um intermediador de uma proposta pra apaziguar este assunto”, afirmou Fávaro. O ministro afirmou que não foi dado um prazo. “O ‘timing’ é deles”.
Desde o fim de semana, frigoríficos brasileiros pararam de fornecer o produto para unidades do Carrefour no Brasil em reação à medida, anunciada na última quarta-feira (20) pelo presidente-executivo do grupo, Alexandre Bompard.
Em carta dirigida aos agricultores franceses que, desde o início daquela semana, protestavam contra o governo e o acordo comercial União Europeia-Mercosul, Bompard citou “o risco de inundação do mercado francês com carne que não atende às suas exigências e normas”.
Fávaro diz que espera que o Carrefour se retrate quanto a esse ponto. “Feito isso, compra quem quiser, quem achar que é importante”, afirmou.
“A questão é a seguinte: se é para ter um protecionismo dos produtores franceses, por parte da companhia, tudo certo. Eles podem comprar de quem eles quiserem”, disse o ministro. “O problema é que afrontou a qualidade da carne brasileira. Isso nós não podemos admitir.”
“Se a carne brasileira não pode ser colocada na gôndola deste supermercado na França, também não deve ser colocada na gôndola desse supermercado aqui no Brasil”, completou Fávaro.
O ministro já tinha mencionado esse ponto na manhã desta segunda, em entrevista à GloboNews, quando afirmou que apoiava o boicote dos frigoríficos brasileiros como resposta a Bompard.
Ao comentar a reunião com o embaixador, Fávaro voltou a defender que os produtos brasileiros seguem regras rígidas.
“O Brasil tem o melhor sistema sanitário do mundo. Só para você ter uma noção, é um dos dois únicos países que não tem gripe aviária. Graças à força de um sistema muito rigoroso de controle sanitário”, afirmou. “Então, atentar contra a qualidade sanitária das carnes brasileiras é algo que nós não vamos admitir.”
O ministro ressaltou que o impacto econômico do veto à carne do Mercosul nas lojas francesas da rede de supermercados deve ser pequeno.
“Já foi o tempo por exemplo que o Brasil vendia quase 20% das exportações da carne brasileira pra União Europeia”, observou. A maior cliente dos frigoríficos brasileiros no mercado exterior é a China.
“Hoje, só pra ter uma noção, a França compra 0,5% da carne bovina brasileira. Não estou falando o Carrefour, estou falando toda a França. Portanto, claro que é um mercado importante, mas não é significativo”, resumiu.
O Carrefour já tinha informado ao g1, na última quinta-feira (21) que suas unidades na França praticamente não vendem carne importada.
Fonte: G1
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