O apresentador Fausto Silva, o Faustão, parabenizou a atuação do ex-juiz Sergio Moro diante de sua atuação frente à operação Lava-Jato e até deu conselhos ao magistrado.
A conversa com o apresentador da TV Globo foi relatada por Moro em um diálogo com o procurador Deltan Dallagnol, revelado nesta sexta-feira (5) pela revista Veja, em parceria com o The Intercept Brasil.
Em 7 de maio de 2016, Moro confidencia a Dallagnol em mensagens via Telegram que foi procurado por Faustão. O apresentador o cumprimentou pelo trabalho na Lava-Jato e deu um conselho ao magistrado.
“Ele disse que vcs nas entrevistas ou nas coletivas precisam usar uma linguagem mais simples. Para todo mundo entender. Para o povão. Disse que transmitiria o recado. Conselho de quem está a (sic) 28/anos na TV. Pensem nisso”, escreveu Moro
O apresentador foi procurado pela revista Veja e, segundo a publicação, confirmou o encontro e o teor da conversa entre ele e Moro.
Novos diálogos revelados nesta sexta-feira (5) pela revista Veja, em parceria com o The Intercept Brasil, apontam que o atual ministro da Justiça orientou procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato a incluir provas na peça de acusação elaborada pelo MPF (Ministério Público Federal).
As mensagens também indicam que o magistrado pautou, enquanto juiz federal, datas para realizações de pelo menos duas operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem.
Iniciada dia 9 de junho pelo The Intercept Brasil, a série de revelações de conversas mantidas com procuradores através do aplicativo Telegram aponta supostas interferências de Moro nas investigações da Lava Jato e colocou em xeque a parcialidade do magistrado na condução dos processos.
Procurados pela revista Veja, Dallagnol e Moro alegaram terem compromissos de agenda e não quiseram receber a reportagem pessoalmente, uma condição estabelecida por Veja. Eles solicitaram que os arquivos fossem enviados a eles de forma virtual.
Mesmo sem saber o conteúdo das mensagens, a assessoria do Ministério da Justiça enviou a seguinte nota: “A revista Veja se recusou a enviar previamente as informações publicadas na reportagem, não sendo possível manifestação a respeito do assunto tratado. Mesmo assim, cabe ressaltar que o ministro da Justiça e Segurança Pública não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e que configuram violação da privacidade de agentes da lei com o objetivo de anular condenações criminais e impedir novas investigações. Reitera-se que o ministro sempre pautou sua atuação pela legalidade”.
A série de reportagens do ‘Intercept’ começou no dia 9 de junho, um domingo. Na primeira leva de matérias, o site divulgou uma série de mensagens trocadas entre Moro e Dallagnol.
Nessa primeira leva, as acusações contra Moro ficaram por conta de um suposto direcionamento que ele dá para a Lava Jato internamente. Entre outros, o portal apresenta mensagens que mostrariam que Dallagnol duvidada de provas contra Lula, além de colaboração proibida do então juiz com o procurador.
Mais tarde, em 14 de junho, o ‘Intercept’ seguiu suas publicações com mais material contra Moro. Nas novas mensagens divulgadas, há um diálogo horas depois do primeiro depoimento prestado por Lula à Lava Jato.
Neste diálogo, Moro teria proposto ao Ministério Público a publicação de uma nota à imprensa. Nela, haveria conteúdo que esclarecesse o que Moro chama de “contradições” do ex-presidente, no que ele se refere como um “showzinho” da imprensa.
“Vem muito mais por aí”
Em entrevista exclusiva ao Yahoo, o jornalista Glenn Greenwald afirmou que os conteúdos divulgados até então eram “apenas o começo”.
Moro não pode dizer que a reputação dele foi destruída. Mas a aprovação dele caiu dez pontos e ainda vem muito mais coisa por aí, a máscara dele [Moro] vai ser derrubada”, afirmou o jornalista na oportunidade.
Defesa apelou, mas STF manteve Lula preso
Houve a percepção, por parte da defesa do ex-presidente, de que as mensagens divulgadas pelo ‘Intercept’ poderiam ajudar a tirá-lo da cadeia.
O STF decidiu, então, julgar dois habeas corpus pedidos pela defesa de Lula, sendo um deles relativo a Moro e que havia tido sua votação suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Yahoo
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