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Familiares de vítimas de acidente aéreo que moravam no RN aguardam identificação dos corpos

Familiares de Thiago Almeida Paula e Constantino Thé Maia – moradores do Rio Grande do Norte que morreram na queda do avião da Voepass em Vinhedo na sexta-feira passada (9) – aguardavam a identificação e liberação dos corpos das vítimas.

Até 12h dessa segunda-feira (12), pelo menos 17 corpos haviam sido identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) oficialmente, e pelo menos oito deles tiveram as certidões de óbito liberadas – os moradores do RN não estavam entre essas vítimas.

Familiares de Constantino e Thiago viajaram para São Paulo – estado onde ocorreu o acidente – para retirar a documentação necessária para a liberação do corpo. Além disso, participaram de reuniões com autoridades que investigam a queda do avião que matou 62 pessoas.

“Constantino, meu cunhado, não estava nesses oito [corpos identificados]. Então, eles continuam lá no hotel aguardando a confirmação do corpo de Tino [apelido de Constantino]”, explicou a cunhada de Constantino, Sarah Fernandes.

“Eles recolheram os DNAs deles para fazer. E até o momento não houve. Assim que ocorrer essa confirmação, ele vai poder trazer o corpo e a emissão da certidão de óbito”, completou.

 

A mesma angústia tem sido enfrentada por Fernanda Góis, mulher de Thiago Almeida Paula. Ela permaneceu em Mossoró, enquanto a mãe de Thiago viajou para São Paulo para resolver a parte burocrática para a liberação do corpo.

“Nada ainda concreto. É uma coisa que dói muito nesse processo, porque é muito lento. Por incrível que pareça, pelas informações que me passaram, ainda está bem adiantado”, disse.

Quem era Thiago Almeida Paula?

Natural de Fortaleza, o representante comercial Thiago Almeida Paula, de 37 anos, morava há mais de 10 anos em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte.

Thiago trabalhava como representante comercial na área de materiais de construção, madeiras e ferragens e havia viajado para o Paraná para uma convenção de vendedores.

Ele havia pego o voo de Cascavel com destino ao Aeroporto de Guarulhos como primeira etapa do retorno para casa, em Mossoró.

Thiago Almeida tinha dois filhos – um menino de 18 anos e uma menina de 9 – e também frequentava a Igreja Pão da Vida, em Mossoró.

Quem era Constantino Thé Maia?

Constantino Thé Maia, de 50 anos de idade, também era representante comercial e retornava ao Rio Grande do Norte após participar de uma convenção no Paraná. Natural de Pernambuco, ele morava em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal.

Tino, como era mais conhecido pela família, teve o nome confirmado entre as vítimas do acidente pela Voepass apenas no dia seguinte à queda do avião, no sábado (10). A confirmação fez o número de vítimas subir de 61 para 62.

Segundo a família de Constantino, a morte dele só foi confirmada quando parentes do representante comercial já estavam em São Paulo em busca de informações – cerca de 18 horas depois do acidente.

Os familiares contaram que a empresa chegou a ligar para o filho de Tino, de 16 anos, e a mãe dele, de 80, para confirmar se ele estava naquele voo.

“Foi uma madrugada de sofrimento. Foram, se pode se dizer assim, duas mortes. Foi uma falsa esperança pra uma família ique já estava tão angustiada com esse desastre”, lamentou a cunhada Sarah Fernandes.

Constantino deixou esposa e dois filhos.

A queda

De acordo com a Voepass Linhas Aéreas, antiga Passaredo, companhia aérea dona da aeronave, as vítimas estavam em um avião turboélice de passageiros, modelo ATR-72, que saiu de Cascavel (PR) às 11h58 com destino a Guarulhos (SP).

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o voo ocorreu dentro da normalidade até as 13h20, mas a partir das 13h21 a aeronave não respondeu às chamadas da torre de São Paulo, bem como não declarou emergência ou reportou estar sob condições meteorológicas adversas. “A perda do contato radar ocorreu às 13h22”.

A companhia aérea afirmou em nota que o avião que caiu estava apto a voar e sem restrições. O Cenipa, órgão da aeronáutica responsável pela investigação do acidente, disse em coletiva que ainda é prematuro apontar as causas do acidente.

A Anac informou que a aeronave se encontrava em condição regular para operar, com certificados de matrícula e de aeronavegabilidade válidos, além dos tripulantes com documentação em dia.

A Anac informou que a aeronave se encontrava em condição regular para operar, com certificados de matrícula e de aeronavegabilidade válidos, além dos tripulantes com documentação em dia.

“O voo contava com quatro tripulantes a bordo no momento do acidente e todos estavam devidamente licenciados e com as habilitações válidas”, disse a Anac.

Segundo o secretário de Segurança de Vinhedo, Osmir Cruz, a aeronave caiu próximo de uma residência com moradores dentro, mas nenhuma pessoa em solo ficou ferida.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou o acidente e disse que vai monitorar “a prestação do atendimento às vítimas e seus familiares pela empresa, bem como adotando as providências necessárias para averiguação da situação da aeronave e dos tripulantes”.

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o acidente.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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