O que falta para se resolver definitivamente o problema de Mãe Luiza e Areia Preta?

Já faz quase dois meses que aconteceu o problema do deslizamento de terra e do desmoronamento de casas na Rua Guanabara. Ele ocorreu exatamente no dia seguinte ao da abertura da Copa do Mundo.

O que vimos ali foi dantesco. Natal toda sofreu com uma precipitação pluviométrica recorde, criando problemas em todas as regiões da cidade. Mas em Mãe Luíza e na praia de Areia Preta a situação foi muito pior.

A partir de um cano estourado, e da continuada chuva, verdadeira tromba d´água que castigou a área por três dias seguidos, a encosta por trás do edifício Aldebarã começou a descer em direção a praia. Algo que nunca se tinha visto antes.

Ocorreu a invasão de água e areia na orla de Areia Preta, inundando a avenida Governador Silvio Pedroza. Os prédios Aldebarã e Infinity foram invadidos pelo mar de lama fétida que desceu da encosta sem parar. Os seus moradores evacuaram os edifícios.

Mas o pior ainda estava por vir. As casas da rua Guanabara começaram a ruir, uma atrás da outra, engolidas por uma gigantesca cratera que se abriu ali. Quase cinquenta residências foram embora na enxurrada, deixando seus moradores desabrigados.

Desse desastre, pelo menos, não houve vitimas, graças a Deus. No primeiro momento a cidade se movimentou com gestos de solidariedade. A Prefeitura colocou as pessoas em ginásios e escolas. E definiu algumas ações de cunho social e financeiro.

Mas o problema principal que motivou todo esse desastre ainda persiste. E começa a inquietar a comunidade e as pessoas que pensam. Até porque ele está se repetindo, já com uma lamentavel frequência. Basta uma chuva mais prolongada, que os canos recomeçam a jogar água para a orla. Como aconteceu neste sábado, inundando a avenida.

Por que um acidente de tamanha proporção ainda não foi solucionado? Por que a Prefeitura tem se limitado a tirar areia da avenida, recolocando-a na parte superior do morro? Por que a questão dos canos ainda não foi resolvida em caráter definitivo?

Como fica a Caern nessa história? Qual a parcela de culpa da companhia, se é que ela existe? E a Prefeitura, está esperando o que para estancar definitivamente o problema? Afinal, já foi alardeado o compromisso do Governo Federal em liberar os recursos para sanar o caos que se instaurou na região. Eles já foram alocados? Ou ainda vão chegar?

Há de se dizer que o atual Governo e a atual Administração Municipal não foram os responsáveis diretos pelo ocorrido. E que não são culpados pelo descaso que ao longo dos anos administrações anteriores demonstraram sobre a ocupação desordenada daquelas encostas. Concordo inclusive com os que possam pensar assim.

Mas a questão aqui não é apontar culpados. Agora, diante dos graves efeitos decorrentes desses erros passados, é o conserto urgente dessa situação que se impõe. E ele precisa ser realizado em tempo recorde. Porque o desastre pode voltar a acontecer.

Que a área técnica da municipalidade se pronuncie. E que o Gestor priorize a solução definitiva.  Para que o problema seja sanado de uma vez por todas.

Nelson Freire – Economista, Jornalista e Bacharel em Direito – nelsonfreire@yahoo.com.br

Ponto de Vista

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