O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (19) o diálogo sobre a criação de um código de conduta para ministros dos Tribunais Superiores.
O ministro disse ainda que prestar contas à sociedade é uma obrigação. A fala ocorreu durante a última sessão do ano do Supremo.
Fachin afirmou que “a transparência não é um atributo acessório, mas um elemento constitutivo do Estado Democrático de Direito”.
“Não poderia, nessa direção, deixar de fazer referência à proposta, ainda em gestação, de debatermos um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura. Considerando o corpo expressivo que vem espontaneamente tomando o tema no debate público, dirijo-me à eminente Ministra e aos eminentes Ministros, e, também, à sociedade brasileira, para dizer que o diálogo será o compasso desse debate”, disse.
Fachin já conversou com seus colegas do STF e presidentes de outros tribunais superiores sobre sua proposta, inspirada no código de conduta do Tribunal Constitucional da Alemanha, mas a ideia enfrenta resistência em alas do Supremo.
No discurso, Fachin também comentou o fim da aplicação da Lei Magnitsky, pelos Estados Unidos, contra o ministro Alexandre de Moraes. E afirmou que a Corte jamais pode se dobrar a ameaças, “venham da onde vierem”.
“Que esta Corte jamais se dobre a ameaças, venham de onde vier. Registrando, portanto, ao final deste ano, o levantamento da injusta e inadmissível aplicação da Lei Magnitsky à sua excelência o ministro Alexandre de Mores e seus familiares”, disse.
O presidente do STF também destacou a importância do respeito a posições divergentes.
“Divergências fundamentadas enriquecem o trabalho jurisdicional, aperfeiçoam a técnica e reforçam a legitimidade das decisões. O diálogo qualificado é instrumento de maturidade republicana. O respeito ao dissenso exige também respeito às decisões regularmente proferidas, aos votos divergentes e ao papel de cada instância. A autoridade de uma decisão reside na força da razão pública que a sustenta”, afirmou.
O ministro ressaltou que “cabe ao Judiciário exercer sua função contramajoritária com prudência, autocontenção e respeito às competências dos demais Poderes”.
O presidente do STF defendeu que a democracia depende de “práticas institucionais impessoais e da superação de personalismos que fragilizam as estruturas republicanas”.
O ministro disse que o Supremo “não faltou ao dever de aplicar e guardar a Constituição” e que uma Corte Constitucional “deve decidir com base no Direito, e não em expectativas circunstanciais ou pressões externas”.
“Não fomos eleitos pelo voto popular, mas somos o Poder incumbido, pela Constituição, de guardá-la e de assegurar sua supremacia. Essa missão exige serenidade, diálogo republicano e compromisso com o sistema de freios e contrapesos, sem o qual a democracia constitucional se enfraquece”, disse.
Para 2026, Fachin disse que o STF tem um encontro com temas relevantes, como:
Decano do Supremo, o ministro Gilmar Mendes citou, na sessão de encerramento do ano no STF, casos enfrentados ao longo de 2025 e destacou o julgamento “histórico” que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por golpe de Estado.
“A condenação de centenas de réus, incluindo o ex-chefe de Estado e seus colaboradores diretos, a penas severas pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, reafirma que não há espaço, no nosso país, para a violência política ou para a ruptura da legalidade”, disse.
“Já disse algumas vezes, e insta repetir: o Supremo Tribunal Federal logrou um feito histórico. É a primeira vez que um ex-Chefe de Estado, ao lado de militares de alta patente, é condenado por golpe ou tentativa de golpe de Estado no Brasil”, completou o decano.
Mendes afirmou que em todo o mundo, após a 2ª Guerra Mundial, até então apenas outros nove ex-Chefes de Estado haviam sido condenados por esse crime.
“Isso ocorre porque são poucos os juízes e tribunais que estão dispostos a arcar com o pesado ônus decorrente do cumprimento do dever de garantir o império da lei, que se aplica indistintamente a todos: o que inclui, por óbvio, ex-mandatários com grande popularidade”, concluiu o ministro.
DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9160 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1070 EURO: R$ 5,7550 LIBRA: R$ 6,6660 PESO…
Professores e estudantes universitários argentinos protestam, nessa terça-feira (12), contra os cortes orçamentários na educação…
1- A CBF divulgou na segunda-feira os dias, horários e locais dos jogos semifinais…
Imagine descobrir, depois de um diagnóstico de câncer, que a doença não surgiu apenas por…
O Ministério Público do Rio Grande do Norte vai investigar um suposto caso de racismo…
Moradores da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de…
This website uses cookies.