Os reguladores britânicos determinaram nesta quinta-feira (25) uma multa ao Facebook de 500 mil libras (US$ 644 mil) – valor máximo possível – por não proteger a privacidade de seus usuários no escândalo Cambridge Analytica.
O Information Commissioner Office (ICO) descobriu que, entre 2007 e 2014, o Facebook processou as informações pessoais de seus usuários injustamente, dando aos desenvolvedores de aplicativos acesso às suas informações sem o consentimento informado. As falhas significaram que os dados de cerca de 87 milhões de pessoas foram utilizados sem o seu conhecimento.
“O Facebook não protegeu suficientemente a privacidade de seus usuários antes, durante e depois do processamento ilegal desses dados”, disse Elizabeth Denham, comissária de informação. “Uma empresa do seu tamanho e experiência deveria ter conhecido e feito melhor.”
A ICO disse que um subconjunto dos dados foi posteriormente compartilhado com outras organizações, incluindo o SCL Group, a empresa-mãe da consultoria política Cambridge Analytica. A notícia de que a consultoria usou dados de dezenas de milhões de contas do Facebook para classificar os eleitores e ajudar a campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016 provocou um escândalo global sobre direitos de dados.
A multa é a máxima permitida pela lei no momento em que a violação ocorreu. Se o escândalo tivesse ocorrido depois que as novas regras de proteção de dados da UE entrassem em vigor este ano, o valor teria sido muito maior – incluindo multas máximas de 17 milhões de libras ou 4% do faturamento global, o que for maior.
“Estamos revisando a decisão da ICO”, afirmou o Facebook em comunicado. “Embora discordemos respeitosamente de algumas de suas descobertas, dissemos anteriormente que deveríamos ter feito mais para investigar as alegações sobre a Cambridge Analytica e tomado medidas em 2015. Agradecemos que a ICO tenha reconhecido nossa total cooperação durante toda a investigação.”
O Facebook também se consolou no fato de que a ICO não afirmou definitivamente que os usuários do Reino Unido tinham seus dados compartilhados para a campanha. Mas a comissária observou em sua declaração que “mesmo se a afirmação do Facebook estiver correta”, os residentes dos EUA teriam usado o site enquanto visitavam o Reino Unido.
Fonte: Associated Press
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