Categories: Blog

Eugenia curupira: Espécie de árvore descoberta na mata atlântica no RN ‘enganou’ pesquisadores por anos

Eugênia curupira é a nova espécie de planta descoberta por pesquisadores da UFRN — Foto: Paulo Silva

Famoso personagem do folclore brasileiro, o Curupira é conhecido por confundir invasores da floresta e se manter sempre escondido. Foram essas algumas das características que levaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a nomearem uma nova espécie de árvore encontrada na mata atlântica potiguar.

A planta permaneceu oculta à vista dos cientistas na vegetação do Olho D’água, no campus da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), na Grande Natal. Apesar de ser analisada há décadas, ela era confundida com outra espécie.

A agora nomeada Eugenia curupira faz parte da família Myrtaceae e era até então confundida com a Eugenia vernicosa.

A descoberta da nova espécie só aconteceu quando a árvore foi encontrada em floração. Os pesquisadores perceberam que havia diferença na forma como as flores ficavam dispostas nos ramos.

“As folhas, elas seguem um padrão oposto. Que é o que toda Myrtaceae tem, que é a família da jabuticaba, da Pitanga, da goiaba. As folhas são apostas e o calo é descamante. Então, isso fez com que ela ficasse camuflada muito tempo na vegetação, porque não se destacava aos olhos. Só a partir da sua floração e da sua frutificação, que é algo que chama muito atenção”, afirmou a ecóloga Hercília Cunha.

O nome de curupira também foi escolhido devido aos padrões de cor avermelhada da florada planta, em semelhança ao cabelo vermelho descrito no Curupira das lendas.

A Eugenia curupira pertence à Mata Atlântica e ocorre na vegetação costeira arenosa conhecida como restinga e na floresta estacional semidecidual. Além do Rio Grande do Norte, a planta pode ser encontrada na Paraíba e no Ceará.

De acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie foi categorizada com o status de em perigo de extinção, devido ao baixo número de ocorrências na natureza.

“Muitas espécies estão sendo extintas antes mesmo de serem conhecidas. Então, quando a gente descreve uma nova planta que está em perigo, ela aumenta nossa preocupação e nosso potencial de proteção”, afirmou a ecóloga.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

Recent Posts

Fortuna de Elon Musk bate recorde e alcança US$ 788 bilhões com alta das ações da Tesla

A riqueza de Elon Musk voltou a atingir um patamar histórico nessa quinta-feira (22), impulsionada pela…

2 horas ago

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,3080 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4970 EURO: R$ 6,2110 LIBRA: R$ 7,1560 PESO…

5 horas ago

Espanha recusa convite de Trump para fazer parte do ‘Conselho da Paz’; veja lista de quem mais declinou

A Espanha recusou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte do "Conselho da Paz"…

6 horas ago

Programa Ponto de Vista alcança a marca de 81.600 de visualizações!

Nós que fazemos o Programa Ponto de Vista celebramos as 81.600 de visualizações no Youtube!…

6 horas ago

Espanhol com suspeita de superfungo mora em Pipa e passou 15 dias em unidade de saúde de Tibau do Sul

O paciente de 58 anos com suspeita de estar com o superfungo Candida auris, no Rio…

6 horas ago

Tartarugas são flagradas desovando no litoral do RN pela manhã, fato incomum

Duas tartarugas-de-pente foram flagradas nessa quinta-feira (22) desovando na praia de Búzios, em Nísia Floresta,…

6 horas ago

This website uses cookies.