“EU PENSEI QUE FOSSE TUDO, MENOS CÂNCER”: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE – Keillha Israely

“EU PENSEI QUE FOSSE TUDO, MENOS CÂNCER”: A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE –

“Eu pensei que fosse tudo, menos câncer”, essa foi uma frase dita por uma mãe, num momento de acolhimento social e escuta qualificada. Em meio a lágrimas, ela disse que não imaginava e não queria acreditar, que os sintomas apresentados pelo filho e que ela estava vendo a cada dia (anemia, refluxo, enxaqueca, dores de cabeça, manchas roxas), poderiam ser qualquer coisa, menos o tão temido câncer.

O câncer assusta e, até hoje, carrega um diagnóstico tão temido e pesado. Porém, a maior arma para combatê-lo é o diagnóstico precoce, é dar importância aos sinais e sintomas, o mais cedo possível. Entretanto, muitas vezes, esse medo paralisa, protela e resulta num diagnóstico tardio e, consequentemente, um prognóstico ruim da doença.

É de extrema relevância dar importância aos mínimos sinais que o filho, irmão, vizinho ou parente distante esteja apresentando, pois a febre inexplicável, a mancha roxa, a falta de apetite e os vômitos, podem ser sinais de alerta. Nesse caso, o primeiro passo é procurar uma avaliação médica.

Outro ponto que deve ser destacado, é dar voz e importância aos cuidadores, a fala da mãe/cuidadora deve ser considerada o tempo todo, pois, muitas vezes, quando o medo é vencido e elas procuram o médico, o relato é considerado exagerado ou paranoia. Muitas mães e cuidadoras relatam, que tiveram que travar uma verdadeira guerra com alguns médicos, na busca pelo diagnóstico correto dos filhos.

Assim, para que o diagnóstico precoce aconteça, é necessário conhecimento, uma verdadeira força tarefa para a formação de equipes médicas, agentes comunitários de saúde, professores e demais profissionais, além de famílias e comunidades, para que os sinais e sintomas sejam considerados e analisados de forma correta, pois, só assim, os casos de câncer serão diagnosticados mais cedo e com mais chances de cura. Essa é a afirmativa mais assertiva: O diagnóstico precoce salva vidas.

 

 

 

 

Keillha Israely – Assistente Social da Casa Durval Paiva, CRESS/RN 3592

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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