ESTÓRIAS QUE CONTEI – A COLEÇÃO DOS MEUS NETOS – Alberto Rostand Lanverly

ESTÓRIAS QUE CONTEI – A COLEÇÃO DOS MEUS NETOS –

Palavras por palavras, nasce um livro que representa universo inteiro com base na força dos sentimentos e da imaginação, é como mergulhar em sí próprio e, ao mesmo tempo, olhar para o mundo ao redor com atenção renovada.

O processo exige coragem para começar, persistir, enfrentar os dias em que a inspiração parece não querer despertar, e também aceitar que a primeira versão raramente será definitiva.

Ultimamente tenho me dedicado a elaborar, através de fascículos que compõem a coleção “estórias que contei”, textos para meus netos, e agora ao apresentar meu sexto título, que tem Gabriel como personagem, entendo que em cada um deles, embarco em aventura onde ideias ganham vida, monstros saltam das paginas e a imaginação transforma o impossível em realidade.

Nesse modelo de narrativa, tudo é possível: animais falam, árvores andam, cavalos voam, estrelas caminham nos campos, mas há uma magia ainda mais poderosa quando os atores principais são reais, especialmente quando são os próprios netos, motivos pelos quais parágrafos ganham afeto, capítulos são regados de sorrisos e o pensar caminha de mãos dadas com a memória afetiva.

Em meu caso ao transformar meus seis amores em protagonistas de suas tramas, é mais que gesto de amor, é convite para que eles se vejam como heróis de suas próprias jornadas. São livros que trazem cada um deles, enfrentando monstros terríveis ou situações tensas, com a coragem de heróis e heroínas, que não apenas entretém, mas eternizam momentos, sentimentos, fases da infância.

Ao dar vida aos enredos, tendo meus tesouros como figuras centrais, lhes ofereço a chance de brincar com a fantasia, tendo como espelho suas identidades. A literatura infantil com personagens reais, cria elo entre gerações, onde vovô Rock, o escritor se torna, não só contador de estórias, mas guardião das lembranças e arquiteto de sonhos.

E quando no futuro essas paginas forem revisitadas, já em minha ausência física, eles com vozes graves e doces, passos firmes, saberão que foram amados com tanta intensidade, a ponto de habitarem o mundo das letras, afinal, poucas coisas são mais bonitas do que ver-se criança sob o olhar encantado de quem nos ama profundamente.

 

 

 

Alberto Rostand Lanverly – Presidente da Academia Alagoana de Letras

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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