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Equipe econômica não vê espaço fiscal para correção da tabela do Imposto de Renda

Cálculos preliminares feitos por integrantes da equipe econômica indicam um impacto nas contas públicas de R$ 50 bilhões no próximo ano com a correção da tabela do Imposto de Renda anunciada nesse domingo (12) pelo presidente Jair Bolsonaro.

Apesar da determinação do presidente, há uma preocupação na equipe econômica em adequar a promessa de campanha à realidade da situação econômica do país.

“Dependendo de como fazer, o reajuste vai custar R$ 50 bilhões. Mas como compensar isso é a questão. Este é o desafio, pois não podemos reduzir arrecadação neste momento”, disse ao blog uma fonte da equipe econômica, que lembra que essa era uma promessa de campanha do Bolsonaro, que inclusive defendia isenção do IR para até cinco salários mínimos.

Outro integrante da equipe econômica reconhece que neste momento não há espaço para conceder um reajuste na tabela do Imposto de Renda, apesar da promessa do presidente Bolsonaro.

“Nós não estávamos esperando isso e dado o cenário tão ruim de arrecadação não sei como isso será implementado. Como seria algo que iria começar a valer a partir de 2020 isso já poderia estar previsto na Lei orçamentária anual para o próximo ano. Mas o problema é que talvez não haja espaço pela perda de arrecadação que estamos observando”, disse essa fonte.

Este integrante do governo alerta que o cenário de crescimento menor do PIB em 2019 deve afetar a arrecadação.

“Neste ano, se pensava que o grande limitador da despesa seria o teto dos gastos. Mas o grande limitador da despesa este ano tem sido a perda de arrecadação pela retirada da receita da privatização da Eletrobrás, preço menor do barril de petróleo em relação ao que estava no orçamento, e crescimento menor do PIB e da massa salarial”, reforçou.

Novo contingenciamento

O mesmo integrante da equipe econômica alerta que, diante da situação das contas públicas, um novo contingenciamento deve ser anunciado até o final de maio.

“É isso o responsável pelo contingenciamento de quase R$ 30 bilhões que fizemos em março. E, como o PIB continua caindo, é possível que tenhamos que fazer, até o final deste mês, um novo contingenciamento. Em um cenário tão ruim de arrecadação, como poderemos mexer no imposto de renda que poderá ocasionar perdas adicionais de arrecadação no próximo ano?”, questionou.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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