Quantas vezes você parou para ler o rótulo de um alimento antes de comprá-lo? A não ser que você tenha alguma alergia, é provável que nunca tenha feito isso. Mas a desinformação nesses casos vai muito além da falta de interesse pois, mesmo quando lemos os rótulos, muitas vezes não conseguimos entender o que está por trás dessas letras minúsculas que insistem em aparecer.
É o que indica uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), que mostrou que grande parte das pessoas que lê os rótulos dos alimentos possui dificuldades para entender as informações nutricionais presentes neles. Nós desvendamos alguns dos truques usados pela indústria de alimentos para que a gente não saiba o que está de fato consumindo.
Para ser chamado de integral, um pão não precisa ser de fato feito com farinha integral. Pode parecer estranho, mas é isso mesmo que acabamos de contar. Sabe aquela embalagem que ostenta bem grande o título de “integral”? Vale a pena dar uma olhadinha na lista de ingredientes para saber se essa informação é verdadeira.
Muitas marcas usam farinha branca misturada com farelo ou fibra de trigo – que dá uma aparência similar à de uma farinha integral, embora não seja. Desde 2005, a legislação brasileira aceita essa mistura como se fosse tudo simplesmente a mesma coisa. Mas, infelizmente, a gente sabe que não é.
A partir dos 6 meses de idade, é recomendado que os bebês passem a ingerir alimentos pastosos. Nessa hora, a maioria das famílias recorre às papinhas industrializadas por uma questão de praticidade: vários sabores diferentes, prontinhos e embalados, com o sabor que seu filho precisa. Quer coisa mais simples? O problema é o que vem de “brinde” com isso tudo: altas quantidades de açúcar, conservantes e até farinhas para engrossar a mistura. Com isso, muitas crianças já começam a comer alimentos nada saudáveis antes mesmo de serem capazes de mastigar alguma coisa.
Algumas embalagens utilizam a frente para induzir ao erro, mas na tabela de ingredientes deixam a verdade escapar. Em um caso recente, uma marca de expressão no mercado fez mudanças na composição do produto e o suco concentrado de maçã passou a aparecer na lista de ingredientes, mas a comunicação e descrição do mesmo são predominantemente do sabor laranja, sem destaque para a presença da maçã. Tais mudanças não foram bem aceitas pelos consumidores que reprovaram o sabor e estão buscando novas opções no mercado.
Se está dentro da data de validade pode consumir. Se venceu, é hora de jogar fora, certo? Nem sempre. O IDEC aponta que, muitas vezes, a data de validade está mais relacionada à qualidade do sabor do alimento do que a riscos que ele possa oferecer para nossa saúde. Segundo o instituto, o manejo adequado dos alimentos e o tempo entre a abertura da embalagem e o consumo são muito mais importantes nesse sentido do que a tal data de validade. Nesse caso, a dica é simples: confie nos seus sentidos. Se está feio ou cheira mal, certamente o sabor irá seguir a mesma tendência.
Algumas vezes pode ser difícil decifrar os rótulos, mesmo que eles tragam apenas ingredientes conhecidos. Afinal, são poucas as embalagens que dizem qual quantidade de cada ingrediente existe no produto. Nesse caso, a dica é bem simples: pouca gente sabe, mas os ingredientes da lista são organizados por quantidade. Ou seja, no caso do pão integral, por exemplo, confira se a farinha integral está no topo dos ingredientes, se não estiver, provavelmente esta não é a melhor opção!
Para que um produto seja considerado como light, ele deve ter uma redução de pelo menos 25% em calorias, açúcares, gorduras ou sódio na comparação com o produto tradicional, de preferência da mesma marca. Acontece que a resolução que dita isso é de 2014, mas produtos fora desta especificação continuam sendo vendidos, já que ela só vale para itens produzidos depois desta data. Então, sempre que for comprar um produto light, vale a pena conferir também como ele se compara com a versão “normal” da mesma marca.
Mesmo que os fabricantes não incluam um item na lista de ingredientes, muitas vezes hávestígios destes produtos em quantidades tão pequenas que podem até não ser relevantes para a maioria das pessoas, mas certamente são para quem sofre com alguma alergia alimentar. Glúten, leite, crustáceos e amendoim são alguns alimentos que podem ocasionar alergias, mas muitos fabricantes não incluem o dado quando este item não faz parte da lista de ingredientes usados no processo de produção, mesmo que seja possível encontrar traços destes na comida – e o resultado pode ser grave para quem é alérgico a algum destes ingredientes.
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