ENCONTRO DA INDÚSTRIA 2018 –
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza anualmente o Encontro Nacional da Indústria. É um momento importante de alinhamento do pensamento industrial brasileiro, de coleta de informações para o trabalho de representação e, também, de estímulo a organização sindical. O Encontro Nacional da Indústria (ENAI), que ocorre desde 2006, na edição de 2018 contou com a participação de mais de 2 mil representantes do setor industrial.
Avaliamos, no campo econômico, que a recuperação econômica depende muito dos ajustes das contas públicas. Segurança jurídica e atração de investimentos são duas condições essenciais para a retomada do Brasil, meta que somente será alcançada com maior rigor e controle nas contas públicas. Lamentavelmente o tema não é tratado com a imparcialidade que merece. Há um contágio ideológico sempre que o assunto é colocado em pauta, mas, para a indústria nacional, está claro: os Poderes Públicos precisam melhorar a qualidade da despesa e retribuir para a sociedade o esforço de arrecadação que está sendo feito.
A situação, certamente, chegará ao próximo presidente. Aliás, o ENAI, com base em critérios previamente definidos, abriu as portas para pré-candidatos convidados. Precisamos ouvir os postulantes com mais atenção, considerando que alguns se afastam dos temas centrais. O processo eleitoral deve ser elucidativo em relação ao que virá nos próximos anos, ou seja, cada candidato precisa ser claro e objetivo ao dizer como enfrentará as questões estratégicas da pauta brasileira. Ademais, como tratamos ainda no ENAI, a reforma política ainda é um tema necessário para o futuro do país. Os palestrantes demonstraram como a cultura do fisiologismo impede os avanços na melhoria da governança. E, mesmo que pareça repetitivo, devemos insistir no combate sempre eficaz à corrupção.
Dois outros temas foram inseridos na programação ENAI 2018: educação e segurança. A educação tem uma direta relação com a baixa produtividade. Precisamos não apenas melhorar o nível educacional de gestores e colaboradores das empresas, mas também prepará-los para a nova revolução industrial, chamada “Indústria 4.0”. O novo mundo, com a forte presença da robótica e informática, já chegou a muitos países. Aliás, quando deveríamos acelerar para falarmos em uma agenda de tecnologia e inovação, precisamos voltar para tratar da (in)segurança pública, prejuízo hoje presente em todas as empresas e famílias. No Nordeste, em particular, voltamos a falar em bandos armados que fecham cidades. Algo parecido com o cangaço que imaginávamos banido da cena nordestina desde a morte do famoso Virgulino Lampião no século passado.
O ENAI foi produtivo e de excelente conteúdo. Falamos também de temas de organização interno e do fortalecimento do associativismo. A CNI, mais uma vez, demonstrou sua importância para a representação da indústria nacional e o Sistema FIERN, sempre presente, honrou a boa tradição dos empreendedores potiguares.
Publicado na Tribuna do Norte (07.07.2018)
Amaro Sales de Araújo – Presidente da FIERN e do COMPEM/CNI.
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