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Empresa de segurança envolvida em agressão a jovem surdo no RN atuava de forma clandestina, diz PF

02/06/2023 – Brasília – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (2) uma operação para reprimir a pornografia infantil. Foto: Polícia Federal/ Divulgação

A empresa responsável pela contratação de seguranças que agrediram um jovem surdo durante o carnaval de Apodi atuava de forma clandestina. A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (25) que a empresa não tinha autorização para exercer atividades de segurança privada.

As agressões ocorreram perto um trio elétrico, na terça-feira de carnaval(17). Um vídeo que mostra as agressões ganhou as redes sociais.

A PF informou que foi lavrado auto de encerramento das atividades irregulares, e a Prefeitura de Apodi foi formalmente notificada acerca da contratação irregular, para evitar novas ocorrências dessa natureza. A empresa poderá responder pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança privada.

A Prefeitura de Apodi informou em nota que “seguirá colaborando com as autoridades, mantendo o diálogo institucional e assegurando que todos os procedimentos estejam adequados à legislação”.

O nome da empresa de segurança não foi divulgado pela Polícia Federal.

Agressão

Segundo a família, que registrou boletim de ocorrência por conta das agressões na Delegacia de Apodi, o jovem sofreu cortes pelo corpo e precisou levar quatro pontos em um dos braços.

Em nota, a prefeitura de Apodi informou que determinou a imediata apuração dos fatos junto à empresa responsável pela segurança do evento “para que as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas e as medidas cabíveis adotadas”.

A prefeitura de Apodi não explicou as circunstâncias da agressão. O vídeo que registrou a agressão mostra o jovem sendo atingido por golpes de cassetetes e, em seguida, empurrado pelos seguranças, caindo no chão.

O jovem foi acolhido por foliões que estavam próximos. Segundo a polícia, testemunhas relataram que o jovem tentou se comunicar com os seguranças através da Língua Brasileira de Sinais, mas não teria sido compreendido.

O caso é investigado pela Delegacia de Apodi.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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