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Empresa da Noruega produtora de salmão interrompe compras de soja do Brasil

A empresa Salmon Group, que responde por 12% da produção de salmão da Noruega, informou que não vai mais usar soja brasileira na alimentação dos peixes.

A companhia afirmou que o objetivo é diminuir seu papel nas emissões de carbono na atmosfera e que a decisão não tem relação com as queimadas na Amazônia — o país é o principal doador do Fundo Amazônia.

A pegada de carbono é uma medida internacional que calcula o total de gases que vão para a atmosfera em decorrência, por exemplo, da fabricação ou cultivo de um produto. No caso de um produto agrícola, leva-se em conta o que foi gerado desde o plantio, passando pela colheita até o transporte da matéria-prima à indústria.

O veto foi anunciado pelo Salmon Group no último dia 20. A empresa disse que se baseou em um estudo de sustentabilidade elaborado em novembro de 2018.

“Trabalhamos sistematicamente com assuntos relacionados à sustentabilidade há muito tempo e, no ano passado, lançamos nosso estudo de viabilidade”, afirmou a companhia, sem detalhar o que o estudo apontou sobre a soja brasileira.

Ministra minimiza

Perguntada sobre o impacto que a decisão tem sobre o agronegócio, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, minimizou o caso.

O Salmon Group disse ainda que comprava 12 mil toneladas de soja do Brasil por ano. Isso equivale a 0,01% das 83,8 milhões de toneladas exportadas pelos produtores país em 2018.

“Para vocês verem os números, quanto de salmão eles alimentam lá? É uma questão comercial e eu acho que nós estamos fazendo muita repercussão em cima de um assunto pontual. Se eles não querem importar soja do Brasil, paciência, mas é muito pequeno esse comércio entre Brasil e Noruega”, completou, em entrevista após reunião com os representantes de Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam com o Brasil os chamados Brics, em Bonito (MS).

Procurada pelo G1, a associação que representa as indústrias exportadoras de soja do Brasil (Abiove) não quis comentar o assunto.

Declarou apenas que tem “compromissos ambientais fortes”, citando a Moratória da Soja, um pacto segundo o qual indústrias se comprometeram a não comprar o grão de áreas desmatadas da Amazônia.

Embargos após incêndios na Amazônia

Ao contrário do anunciado pelo Salmon Group, outras compradoras internacionais de produtos do agronegócio interromperam negócios com o Brasil após a repercussão internacional das queimadas na Amazônia.

A VF Corporation, dona das marcas Timberland e Vans, suspendeu no final de agosto as compras do couro brasileiro. A empresa não afirmou se a paralisação tinha relação com os incêndios na Floresta Amazônica, embora produtores brasileiros tenham associado a decisão às queimadas.

À época, segundo a companhia, a previsão era de que a medida teria validade “até que haja a segurança” de que os materiais usados em seus produtos “não contribuam para o dano ambiental no país”. A decisão foi tomada apesar do fato de a companhia ser cofundadora de uma certificação internacional em que empresas brasileiras são reconhecidas por boas práticas ambientais.

Já no início de setembro, o grupo sueco H&M, segundo maior varejista de moda do mundo, disse que deixará de comprar couro brasileiro temporariamente, como resposta às queimadas na Amazônia

“A proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia críveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia”, afirmou a H&M.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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