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Em Natal, representantes de Brasil e EUA tratam situação da Venezuela em Conferência Sul-Americana de Defesa

A situação atual vivida pela Venezuela e as relações com o país foram temas tratados nessa quinta-feira (22), último dia da Conferência Sul-Americana de Defesa, que acontece em Natal. O fórum reúne os chefes de Estado-Maior de Defesa da América do Sul e o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos para discutir temas de segurança e defesa da região.

O encerramento do evento contou com uma coletiva do comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, almirante Craig Faller, e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Brasileiras, Tenente-Brigadeiro Ar Raul Botelho.

Eles falaram sobre o momento de crise que enfrenta a Venezuela e quais os contornos de segurança que podem ocorrer, além da assistência humanitária aos refugiados. O almirante Craig Faller, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, falou não haver pretensão de realizar uma invasão militar na Venezuela. “Não temos a intenção de invadir a Venezuela. O nosso trabalho é buscar a via política e democrática e não a invasão militar”, disse.

Segundo o almirante Craig Faller, “o Comando Sul (dos Estados Unidos) está focado no dia depois de Nicolás Maduro (presidente da Venezuela)”. “A comunidade internacional tem respondido e o foco é uma transição a um governo democrático. Nicolás Maduro está isolado e perdendo amigos. A comunidade internacional está unida. O Comando Sul está focado no dia depois de Maduro”, disse.

O Tenente-Brigadeiro Ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Brasileiras, respondeu também a questionamentos sobre a relação brasileira com os imigrantes vindos da Venezuela.

“Para nós, afeta diretamente os cidadãos brasileiros em cidades vizinhas. Eles estão chegando com fome e famílias desfeitas. Estamos dando tratamento com muitas agências e ONGs envolvidas. Estamos dando assistência necessária, transportando para Boa Vista, fazendo a interiorização e acolhendo de acordo com a legislação. Nosso papel é de acolher, de conhecer os problemas deles, os problemas que podem ser transferidos para o Brasil, pois já há registros de narcotráfico, roubos e tudo isso. E não reconhecemos o governo venezuelano”, disse.

Esta foi a 6ª edição do evento e a primeira vez a ser sediada no Brasil. As anteriores ocorreram no Chile (2014), Paraguai (2015), Uruguai (2016), Peru (2017) e Argentina (2018). A conferência reuniu chefes de Estado-Maior de 13 países em Natal.

O fórum deste ano contemplou o tema “Cooperação Regional na Área em Defesa de Resposta aos Desafios Hemisféricos”. Os militares exploraram em mesas redondas assuntos como ajuda humanitária e assistência a desastres e combate a ameaças de fronteiras.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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