DROGA DE REMÉDIO – Ana Luíza Rabelo

DROGA DE REMÉDIO –

É muito significativo que a mesma palavra que usamos para remédio também seja usada para definir o que deveria ser o oposto dela: droga. Tanto pode ser um bálsamo, quanto pode ser um assassino. Nós nos entregamos às receitas médicas sem pudor e esperamos que a medicina trate todos os nossos males, sem pensar no que fizemos para que fosse necessária a intervenção dos fármacos.

Sem querer aplicar psicologia barata, é importante que lembremos que nosso corpo é o nosso templo e os cuidados a ele dedicados, ou a falta deles, trarão consequências sérias para o seu bom ou mau funcionamento. A maioria dos males do mundo moderno reflete o que se passa no íntimo de cada um. Os sentimentos que alimentamos ou deixamos morrer dentro de nós, as palavras que falamos ou calamos, as explosões de temperamento, os sapos e moscas que engolimos, tudo isso aflora, mais cedo ou mais tarde, sob a forma de dores, aumento de pressão, gastrites, labirintites e tantas ites que conhecemos tão bem.

Não há que se negar, a esta altura do campeonato técnico-científico, que a medicina, os médicos e as drogas em geral, têm salvado milhares de vidas. Não se pode esquecer a importância de check-ups periódicos e o dever de se cumprir tratamentos e prescrições. A principal questão é: quanto mal estamos fazendo a nós mesmos e como cada um é capaz de solucionar isso por si só, sem recorrer às farmácias. Cada medicamento criado e vendido tem seu objetivo específico de cura, mas também possui contraindicações, e é sempre bom lembrar que a diferença entre o remédio e o veneno só está na dose.

A vida estressante, os filhos adolescentes, o trabalho, o marido, os vizinhos… a gama de desculpas para uma má qualidade de vida é imensa, mas já dizia a minha avó: desculpa de amarelo é comer barro. Ou seja, se você realmente quer encontrar motivo para não mudar, eles estão aí aos borbotões. Se você quer melhorar, precisa trabalhar isso, repensar os motivos e razões que nos levam aonde estamos agora.

A principal maneira de ter saúde não está dentro de uma farmácia, mas dentro da cabeça de cada um. Boa alimentação, vida não sedentária e, sobretudo, bons pensamentos, otimismo e felicidade, contentamento, vontade de viver e realização pessoal deveriam ser os remédios mais indicados, mas, talvez por não possuírem valor econômico, não são divulgados nem oferecidos por aí.

Dessa forma, precisamos dar início a uma nova era de gerenciamento de inteligência emocional, sem barreiras para a saúde física e mental, sem obstáculos entre o hoje e a felicidade. Reformando e cuidando do nosso templo, teremos mais tempo para alcançar quaisquer objetivos ao qual nos dispusermos.

 

Ana Luiza Rabelo – Advogada (rabelospencer@ymail.com)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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