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Diretor do BC diz que atividade econômica fraca é normal em ano de ajuste

O impacto na atividade econômica brasileira, que deve apresentar resultado abaixo do seu potencial, é normal em um ano de ajuste. A avaliação é do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Luiz Awazu Pereira da Silva, que participa hoje (2), na França, do seminário da revista The Economist – Brazil Business Summit.

O diretor citou também que eventos não econômicos como as investigações da Operação Lava Jato se sobrepõem ao ciclo de negócios.

Awazu reforçou que a volta do crescimento econômico virá com fortalecimento da confiança. Ele citou que o governo tem uma agenda de concessões, com medidas para melhorar o capital físico (investimentos em infraestrutura) e o humano (educação).

O diretor defendeu os ajustes na economia, com cortes em gastos públicos e aumento da taxa básica de juros, a Selic, para que haja um realinhamento de preços no país. Awazu destacou que o duplo ajuste de preços relativos (administrados e externos) impactou a inflação no primeiro semestre deste ano, elevando o resultado acumulado de 12 meses e as expectativas para 2015.

A Selic já passou por seis altas seguidas e está atualmente em 13,75% ao ano. O BC usa essa taxa para tentar conter a inflação, que deve estourar o teto da meta para o ano. A projeção do próprio BC indica inflação este ano acima da meta, em 9%. A meta de inflação para este ano e 2016 é 4,5%, com limite superior em 6,5%. Para 2017, o Conselho Monetária Nacional reduziu o limite superior para 6%.

“A redução da banda de tolerância da meta de 2017 reafirma esse compromisso com a meta de inflação de 4,5%”, destacou o diretor.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

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