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Desembargadores negam pedido de prisão preventiva de denunciados por triplo homicídio na Zona Norte de Natal

Desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) negaram nesta quinta-feira (26) um recurso do Ministério Público que pedia a prisão preventiva de quatro pessoas denunciadas – entre elas, policiais militares – por um triplo homicídio que aconteceu em abril de 2022 na Zona Norte de Natal.

Os denunciados respondem por sêxtuplo homicídio qualificado – sendo três consumados e três tentados, visto que três pessoas morreram no crime e outros três alvos sobreviveram.

Embora a 2ª Vara Criminal de Natal tivesse determinado a prisão temporária dos suspeitos em julho de 2022, eles foram liberados da cadeia em setembro, após o juiz da primeira instância considerar que não ficou comprovada a existência de uma organização criminosa, o que poderia provocar uma prisão preventiva.

O relator do novo recurso na Câmara Criminal do TJ foi o desembargador Saraiva Sobrinho. Ele considerou que a prisão preventiva só deve ser aplicada antes do trânsito em julgado nos casos em que houver “constatação inequívoca” do perigo dos denunciados à sociedade.

No seu voto, acompanhado pelos demais membros da Câmara, o desembargador e manteve medidas cautelares, como a obrigação dos denunciados comparecerem periodicamente perante o juiz e a proibição de comunicação entre eles.

Entre os denunciados está o policial militar reformado Wendel Fagner de Almeida, mais conhecido como Wendel Lagartixa, que disputou a vaga de deputado estadual pelo PL e passou parte da campanha eleitoral detido.

Ele foi o candidato mais votado para a Assembleia Legislativa em 2022. Apesar dos mais de 80 mil votos ele não foi diplomado deputado por causa de uma decisão monocrática do ministro Ricardo Lewandowski, que o considerou inelegível.

Outro denunciado que também já esteve preso é um policial militar da ativa. Um terceiro suspeito, que está foragido da Justiça, é um ex-PM que foi expulso da corporação.

As vítimas

Yago Lucena Ferreira, Rommenigge Camilo dos Santos e Felipe Antoniere Araújo foram mortos a tiros no dia 29 de abril, no bairro da Redinha, na zona Norte da capital potiguar.

O triplo homicídio foi registrado na Rua Rio Salgado, por volta das 14h30 em frente a um ponto comercial onde seria inaugurado um bar e petiscaria no domingo seguinte.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o ajudante de cozinha Yago Lucena Ferreira e o ajudante de pedreiro Felipe Antoniere Araújo foram mortos por motivo torpe por “queima de arquivo”, simplesmente porque testemunharam a morte de Rommenigge Camilo dos Santos, que seria o alvo principal do grupo criminoso.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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