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Deputado defende inclusão da policial militar feminina em todos os Batalhões

A Assembleia Legislativa aprovou requerimento do vice-presidente da casa, deputado Gustavo Carvalho (PSB), que solicita a governadora Rosalba Ciarlini, ao secretário da Segurança e Defesa Social, delegado Aldair Rocha, e ao comandante geral da Polícia Militar do RN, Coronel Francisco Canindé de Araújo, a inclusão da policial militar feminina em todos os Batalhões e Companhias da PM.

Em pronunciamento, o parlamentar destacou que a Companhia de Policiamento Feminino do RN completou 20 anos de atuação nas fileiras militares, sendo que a primeira turma, denominada “As Pioneiras Potiguares”, surgiu na década de 90, exceto as duas oficiais Angélica e Tereza, que foram concursadas em 1986 e formadas em Paudalho-PE. Após formação, elas voltaram em 1989 como oficiais aspirantes e juntas formaram a referida turma de policiais mulheres.

Para Gustavo Carvalho, o trabalho do Policiamento Feminino do Estado é realizado com muita dedicação e competência, culminando em extraordinários serviços prestados à comunidade.

“Estou aqui para lembrar o valor da Polícia Militar, o valor do policial feminino. Tenho destacado em meus pronunciamentos o trabalho dessas mulheres de extremo valor em todas as missões da Polícia Militar. Mas vejo que a presença do policiamento feminino tem sido mais forte na grande Natal, motivo pelo qual faço um apelo ao Comando da Polícia Militar do RN que faça a inclusão da Policial Militar Feminino em todos os Batalhões e Companhias da Policia Militar do Estado do RN”, destacou o parlamentar.

O deputado disse ainda que a policial mulher tem se destacado nas operações policiais, na administração, no trânsito ou na saúde, elas conquistaram com competência, perseverança e profissionalismo o seu lugar de destaque na Corporação. Com muita garra e coragem desde o ano de 1990.

Com a falta de policiamento feminino nos Batalhões e Companhias da Policia Militar no interior, o trabalho dos policiais fica difícil, pois quando um policial masculino precisar, realizar busca pessoal numa mulher (havendo fundada suspeita), o procedimento geralmente é evitado ao máximo, pois sempre há a possibilidade de interpretações negativas quanto à atuação do policial masculino em contato com o corpo feminino numa busca.

Muitos criminosos até já perceberam que os policiais deixam de ser criteriosos quando mulheres estão presentes numa ocorrência, fazendo com que companheiras suas portem armas, drogas e outros materiais ilícitos. Com o efetivo diminuto de policiais femininas atuando na operacionalidade, fazer buscas em mulheres se torna uma situação controversa. “Vou exigir ao Governo do Estado que no próximo concurso público párea Policia Militar seja ofertado um considerável numero de vagas para mulheres”, finalizou o parlamentar.

Fonte: Portal BO

Ponto de Vista

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