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Defesa pede que Nuzman seja colocado em liberdade

A defesa de Carlos Arthur Nuzman protocolou nesta terça-feira (10) um pedido de habeas corpus para que o presidente afastado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) seja colocado em liberdade, um dia após o juiz Marcelo Bretas decretar a prisão por tempo indeterminado.

Segundos os investigadores, Nuzman e Gryner intermediaram o pagamento de propinas para que o Rio fosse escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Para os advogados dele, Nuzman foi “denodado dirigente esportivo” e as acusações de compra de votos são “meras suspeitas, vagas conjecturas e incontáveis ilações”.

Eles também pedem a liberdade por considerar que a saúde de Nuzman demanda “cautelas especiais”. A prisão foi pedida depois que, segundo o MPF, ele tentou esconder 16 quilos de ouro na Suíça.

No pedido de conversão da prisão em preventiva, o Ministério Público Federal acusa Nuzman de desviar R$ 5,5 milhões do Comitê Olímpico Brasileiro para pagar o escritório de advocacia que o defende na Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato.

O pagamento foi feito com a operação já em curso. Nélio Machado, responsável pelo escritório, diz que a nota fiscal foi cancelada e que seu escritório já prestava serviços para o Comitê Organizador dos Jogos. Segundo ele, o serviço seria prestado somente ao comitê.

De acordo com o pedido do Ministério Público Federal, a possibilidade de Nuzman responder às acusações em liberdade “é medida absolutamente insuficiente para impedir que atue no sentido de interferir na produção de provas”.

Em outro momento do texto, fica claro que Nuzman utilizou dinheiro da Rio 2016 para pagar o escritório de Nélio Machado, seu advogado. Em e-mail mandado em 25 de setembro de deste ano, portanto após ter sido levado coercitivamente para prestar depoimento, Nuzman afirma que a Diretoria Estatutária do Comitê Rio 2016 determinou aprovação do contrato de prestação de serviço com o escritório de advocacia, no valor de R$ 5,5 milhões.

E-mails obtidos após a busca e apreensão na casa de Carlos Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mostram cobranças para que ele realizasse transferências bancárias. Os pagamentos não só seriam propinas para comprar votos individuais na escolha da Rio-2016, mas também comprovariam a compra em bloco de votos de membros africanos do COI.

A última parcela da propina, conforme apontam e-mails obtidos pelo MPF, foi paga com atraso. Na mensagem, Diack diz estar envergonhado com o presidente (Nuzman): “Nossos amigos não confiam mais em nós”. “Amigos”, diz o MPF, seriam os outros eleitores africanos do COI.

“Faz, portanto, clara referência aos acertos realizados entre Nuzmann e Gryner e africanos que votaram para a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, em Copenhague (…) A referência a “our friends” (nossos amigos) está a indicar a votação em bloco na cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, por parte dos africanos”, afirma o MPF. A cidade dinamarquesa foi o palco da votação da eleição.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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