Jihadistas e rebeldes sírios iniciaram nesta terça-feira (21) uma nova ofensiva na zona leste de Damasco, dois dias antes de uma nova rodada de negociações sobre a Síria em Genebra, com mediação da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a France Presse. Na semana passada, o conflito completou 6 anos.
No domingo, jihadistas e rebeldes executaram um 1º ataque a partir do bairro de Jobar contra a Praça dos Abássidas, o ponto mais próximo ao centro da cidade em dois anos.
Mas o ataque foi contido pelas tropas do presidente sírio, Bashar al-Assad, com intensos bombardeios aéreos, principal vantagem das Forças Armadas do país na guerra contra os insurgentes, que completou seis anos em 15 de março.
Nesta terça-feira, as forças do governo tentam impedir a nova ofensiva executada a partir do bairro de Qabun (nordeste) pelos extremistas da Frente Fateh Al-Sham, ex-braço da Al-Qaeda na Síria, e os rebeldes islamitas.
“O exército enfrenta tentativas de infiltração de grupos terroristas, mas conseguiu cercá-los”, anunciou a agência estatal de notícias SANA.
Um correspondente da AFP ouviu uma forte explosão às 5h30 (0h de Brasília) e a partir deste momento os bombardeios não deram trégua.
“As portas e as janelas tremiam a cada bombardeio. Tenho medo de que os homens armados (rebeldes) avancem mais. Espero que termine rapidamente”, disse à AFP um homem identificado apenas como Lamis, de 28 anos, que mora a poucos quilômetros do cenário dos confrontos.
“Aconteceu uma grande explosão ao amanhecer, provavelmente provocada por um carro-bomba dos rebeldes contra uma posição do regime entre os bairros de Jobar e Qabun”, disse à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
“Após a explosão foram registrados bombardeios e combates violentos”, completou.
A aviação síria respondeu e bombardeou as posições rebeldes, que lançavam foguetes contra os bairros dos Abássidas e de Tijara, vizinhos a Jobar e próximos ao centro de Damasco.
Os foguetes deixaram 12 feridos, de acordo com a agência estatal SANA. Os combates de domingo e segunda-feira deixaram 72 mortos (38 soldados e 34 insurgentes, de acordo com o OSDH, ainda segundo a France Presse.
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