Adauto José de Carvalho Filho
Nós fomos criados nos limites.
O brasileiro odeia banqueiro. É o responsável por tudo o que há de errado no país. E não é assim. Banqueiro ganha dinheiro com dinheiro e o governo devia ter vergonha de manter a carga tributária nas alturas e um endividamento impagável.
Nas páginas amarelas da revista Veja (Edição 2.420, de 10.junho.2015) na entrevista com o banqueiro luis Stuhlberger (pense num nome difícil) me chamou a atenção o pragmatismo com que ele analisa o atual cenário brasileiro.
“O ajuste das contas públicas não interessa aos políticos. O Congresso não produz um ajuste, mas um desajuste fiscal”
Novidade?
Não. Tudo é enganação. Não estou dizendo que o ajuste não seja necessário e indispensável, mas como uma dezena de outros ajustes ocorridos depois da nova república (não vou nem mencionar outros períodos para não piorar a situação), terminam em aumento de tributos e de endividamento publico. O esforço para conter os gastos públicos é zero. Chamam de contingenciamento de despesas. Na primeira oportunidade, lá vem a derrama de dinheiro público.
Mas os juros são altos e os bancos tem lucros absurdos. É verdade. Mas quem mantém a pressão sobre os juros? O governo que gasta mais do que pode e não pode pagar o que deve e, irresponsavelmente, ainda aumenta a dívida interna. O que resta interessante é que ninguém fala dos lucros absurdos do Banco do Brasil e é um banco do governo, cujo grande diferencial de mercado, é a conta do tesouro nacional, ou seja, os lubros do Banco do Brasil são obtidos diretamente com o seu dinheiro.
“As margens de lucro se achatam e as empresas começam a morrer. É um erro crasso. Se elas morrerem não vai sobrar ninguém para pagar a conta. A vítima não é mais o trabalhador ou o desassistido, mas o empreendedor”. Essa citação foi muito feliz. O governo prefere matar a galinha dos ovos de ouro do que assumir responsabilidades. Não matou ainda por incompetência.
Só há uma forma de eficiência governamental. Gerar o desenvolvimento, que gerará mais riquezas, que gerará mais tributos, que deveria ser, por hipótese, retribuído a sociedade sob a forma de empregos e distribuição de riquezas. No “por hipótese” quem deixa de cumprir sua parte?
O governo.
Sim, o governo. Na verdade o governo tem direito a tudo, toma tudo e não lhe devolve quase nada. Em uma conotação, o que ele devolve cabe numa bolsa. Será por isso que há tantas bolsas por aí. E a faixa de trabalhadores fora dos programas sociais e as empresas, pagam a conta como você mais uma taxa extra do condomínio. E recebe o glorioso título de elite loura dos olhos azuis.
No Brasil, como erro histórico, se odeia a riqueza e não se odeia o governo, mas ele é o grande protagonista do seriado da riqueza vinda da corrupção e da roubalheira, que a sociedade abomina. Ser rico em uma economia de mercado é o grande diferencial dos regimes democráticos. São muitos os impérios econômicos que cresceram com muito esforço, trabalho e enfrentando medidas governamentais absurdas e burras.
Para não se falar em ideologia, vamos fazer um teste rápido. Você confiaria o seu salário ou a sua poupança para o governo investir?
E aí amigo, confia?
Infelizmente pimenta nos olhos dos outros continua sendo refresco. Não sou contra ou a favor de banqueiros, até por não ter dinheiros e só o título de burguês louro dos olhos azuis, mas isentar o governo da equação é o erro matemático que se comete desde que o Brasil é Brasil… e ainda não aprendemos… e a crise continua, no seu bolso e como esculpa esfarrapada do governo.
E para não perder a verve de leveza, segundo Delfim Neto, capital é como e vento. Só entra se tiver saída.
Quem não concorda confie seu parco dinheirinho ao governo. Pense num credor bom pagador. A dívida pública está aí como prova.
Adauto José de Carvalho Filho – AFRFB aposentado, Pedagogo, Contador, Bacharel em Direito, Escritor e Pooeta
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