O governo cubano não comentou nessa quarta-feira (9) a vitória do republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas anunciou que fará uma semana de exercícios militares em toda a ilha para “enfrentar o inimigo”.
Mesmo não se referindo abertamente à mudança de governo nos Estados Unidos, que pode comprometer o processo de degelo das relações entre as duas nações, o momento no qual a notícia foi divulgada faz com que ela seja indiretamente direcionada a Trump e aos republicanos.
Segundo o jornal governista Granma, a partir do dia 16 próximo, daqui há exatamente uma semana, as forças armadas cubanas darão início à Operação Bastião 2016, cujo objetivo é verificar “a preparação das tropas e da população civil para enfrentar diversas possíveis ações do inimigo”.
O jornal afirma que essas manobras militares incluirão “movimentos de tropas e de material bélico, voos de aviões da aeronáutica militar e testes de materiais explosivos”.
É a sétima vez que a ditadura dos irmãos Raul e Fidel Castro anuncia esses exercícios, que acontecem sempre em concomitância com momentos de tensão nos Estados Unidos. A primeira vez que foram organizados foi em 1980, após as eleições do ex-presidente Ronald Reagan.
*Com informações da Agência do Brasil
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