A confirmação ocorreu por meio de um exame de impressões digitais, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou o reconhecimento visual.
A previsão inicial era de que pudesse ser necessária a realização de um exame de DNA.
“Nós recuperamos um dos dedos e realizamos o tratamento necessário para conseguir fazer a identificação pela impressão digital por meio do confronto com o prontuário civil em vida”, explicou a agente papiloscopista Geovana Medeiros.
“Com isso não foi preciso aguardar o DNA, e a gente conseguiu que a família tivesse a resposta e o fechamento que merece”, completou.
A Polícia Civil já indicava que os indícios, como as roupas usadas e o local onde a vítima foi encontrada, já apontavam para que o corpo fosse de Daniel. Apesar disso, aguardava a resposta da Polícia Científica, que saiu nesta quinta (20).
Com a confirmação da morte, a polícia passa a investigar a autoria e a motivação do homicídio. A investigação segue em sigilo.
O caso, que estava na Delegacia de Desaparecido, inserida na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), passou para a Delegacia de Homicídios da Zona Norte.
A família de Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, que era professor de um projeto social desenvolvido no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte, registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento dele no dia 26 de julho.
À polícia, eles disseram que foram informados de que homens teriam invadido a residência da vítima, subtraído aparelhos televisores e levado o morador do local.
A falta de informações sobre o paradeiro do educador provocou uma onda de comoção no bairro. No dia seguinte ao desaparecimento, alunos e moradores do bairro fizeram protesto e fecharam por mais de 2 horas a Avenida Boa Sorte, uma das principais da Zona Norte de Natal.
Eles colocaram fogo em pneus e restos de sofá. O objetivo do protesto era chamar a atenção das autoridades para o caso.
Professor e ativista social, Daniel fundou o Projeto Fênix, onde por quase duas décadas dedicou a vida a transformação social de crianças e adolescentes por meio do esporte, utilizando o futebol como instrumento de inclusão, cidadania e prevenção à violência.
Em 2018, ele foi personagem de uma reportagem do Fantástico, que contou a história do projeto em meio ao cenário do bairro Nossa Senhora Apresentação, que tinha os maiores índices de violência da capital potiguar.
Por conta do projeto, na tentativa de manter os jovens afastados da criminalidade, Daniel se tornou uma referência na comunidade.
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