Uma parte do caju, que normalmente era desperdiçada, virou uma fonte de renda para pequenos produtores do Rio Grande do Norte. A Cooperativa Central da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte (Coofarn) está comercializando produtos derivados de caju. A inovação é a utilização da fibra extraída do pedúnculo como matéria prima para produtos derivados, como o hambúrguer. Após beneficiamento, a polpa é temperada e, assim como acontece com a proteína de soja, serve para várias receitas como recheio de pizzas, almôndegas e brusquetas, bem como bolos e doces.
Os hambúrgueres vêm sendo fabricados desde novembro do ano passado na sede da cooperativa, que fica localizada no município de Apodi (distante 328 quilômetros de Natal) e agrega a produção de oito cooperativas do estado. Os produtos já têm o selo de autorização da vigilância sanitária estadual e são comercializados em torno de 500 quilos mensais na Central de Comercialização de Artesanato e Produtos Regionais, instalada em Barra de Tabatinga, a poucos metros do Cajueiro Pirangi, atração turística do Rio Grande do Norte por ser considerado o maior cajueiro do mundo pelo Guinness Book, o livro dos recordes.
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